Tiozão? Ídolo do Corinthians, Cássio fala sobre jovens do elenco: 'Não vejo como meninos'

Mantuan fez o único gol da partida (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)


Dos 32 jogadores oficialmente integrados ao elenco profissional do Corinthians, 15 são crias da base do clube, sendo 11 pelo menos nas duas últimas temporadas. No Timão há 10 anos, e atual capitão da equipe, o goleiro Cássio naturalmente se tornou um ‘tiozão’ entre a garotada.

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Há alguns atletas que têm sido presença constante em listas de relacionado, como o zagueiro Robert Renan, o meia Matheus Araújo e os atacantes Giovane e Wesley, mas esses ainda não estão oficialmente no time profissional.

Exceto os citados acima, Cássio não enxerga as crias da base corintiana que estão no elenco principal como meninos, justamente pelo tempo em que eles já estão correndo junto com o ‘time de cima’. E essa sensação segue mesmo em momentos como os de clássico, como o que o Timão tem pela frente neste domingo (22), contra o São Paulo, pela sétima rodada do Brasileirão, na Neo Química Arena.


- Desde os 17 anos tem clássicos com estádio lotado, em Copa São Paulo, Sub-17, torcida dos times. Questão de clássicos eles já sabem da importância. E eu não os vejo mais como meninos. Alguns que sobem para completar treino não têm tanta experiência, mas os que estão no grupo não vejo como meninos, já estão há uns dois anos – disse o goleiro corintiano em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (20).


Cássio disse que todo o elenco tem dado suporte uns para os outros, não só para os atletas mais novos, mas destacou que isso não é o suficiente se os garotos não estiverem focado em trabalharem e evoluir.

- Eu tenho aprendido na vida, no futebol e na vida, a gente tem aprendido, que a gente pode dar suporte, pode ajudar e temos ajudado. Todos os jogadores que passaram no Corinthians tiveram suporta, não só meu mas de outros jogadores, como eu cheguei me 2012 eu tive suporte, mas se você não quiser evoluir o jogador pode ser um fenômeno, não vai. Se não se dedicar não vai – pontuou Cássio.

Para falar da garotada, Cássio voltou há seis temporadas, quando não vivia boa fase e passou até um período no banco de reservas, perdendo a vaga, naquele momento, para Walter. E justamente uma postura de trabalho e busca por evolução, que ele vê nos jovens do atual elenco corintiano, foi o fundamental para ele retomar a boa fase.

- Passei um momento difícil, fui para o banco e precisei mudar a postura. Vejo o Du Queiroz, Maycon, que saiu e voltou, e até outros jogadores que foram vendidos e hoje estão muito bem, são jogadores de Seleção, e na minha opinião o Corinthians tem uma das melhores safras, que tem vontade de evoluir, melhorar. Se eu parar aqui vou falar até uns 10 nomes. São meninos que querem evoluir e fazem um bom trabalho no dia a dia – disse Cássio.

- São meninos de idade, mas já com alguns anos de rodagem, time profissional. É legal ver esses
jogadores evoluindo. O Du não foi um dos primeiros a subir, subiu porque faltou jogador para completar. Pega Raul, Adson, João (Victor), (Lucas) Piton, são meninos comprometidos. Mérito deles, de trabalho, vontade de evoluir, melhorar. A gente tá aqui para dar suporte. Grupo unido, forte, não tem vaidade. Todos se respeitam e não olhamos a idade. Mas a vontade de vencer, ser melhor e pegar os números e momento que o time está vivendo – acrescentou.

Mesmo com a postura de liderança e suporte para os mais jovens, Cássio não se vê como o cara do elenco, mas valoriza todo o grupo.

- Grande esperança do Corinthians é o time. Não me coloco a ver nessa maneira (protagonismo). Muitas bolas não vão chegar ao gol, porque a defesa, meio-campo e ataque não deixam chegar. Não vou me preparar diferente a depender do adversário. Fico feliz em poder ajudar, em ter defendido pênalti na Colômbia (contra o Deportivo Cali, pela Libertadores), ter defendido bolas, evitado de tomar gols. É o time, conjunto, mas não me apego nessa de que hoje eu defendi e o time ganhou, é o Corinthians. É o Corinthians que está em primeiro lugar, equipe, conjunto, elenco. Momento que estamos vivendo é de conseguir coisas boas por causa do elenco e comprometimento de todos – afirmou o goleiro.

Ainda assim, a fase de Cássio na meta corintiana é ótima. Até os dois últimos jogos, contra Boca Juniors (ARG), pela Libertadores, e Internacional, pelo Brasileirão, o goleiro estava há sete jogos sem sofrer gols.

- Difícil falar, porque quanto mais tempo passa você está mais experiente. Eu, honestamente, foco no trabalho. Quando as coisas estão ou não estão bem continuo trabalhando. Não tem outro caminho. Eu tento me dedicar diariamente, independentemente de críticas ou elogios. Não somos o melhor quando somos elogiados, nem o pior quando somos criticados. Tem uma linha de trabalho. Fico feliz de não tomar fols. Quando não tomamos fica mais fácil ajudar o time sair vitoriosos. Mas não só cabe a mim, mas todo o time ajuda a não tomar gols. Mas não me apego muito (aos números), sou bem centrado, sou ser humano também, acerto, erro, faz parte do processo, mas a equipe é muito grande, 30, 40 milhões de torcedores, pressão grande. Viemos de dois anos sem títulos, não conseguimos manter o Corinthians entre as melhores equipes, mas vamos nos dedicando – disse Cássio.

Além dos recordes recentes, Cássio tende a se tornar neste ano o segundo jogador com mais partidas disputadas pelo Corinthians ainda em 2022, sendo o primeiro entre os goleiros, ultrapassando Ronaldo Giovanelli. Falta apenas 13 jogos para que o camisa 12 do Timão atinga o feito.

- Bem honestamente, não estou nem pesando (em ultrapassar o Ronaldo). Muitas coisas que fico sabendo sobre números é a assessoria que me passa. Um orgulho chegar aos números que tenho alcançado, títulos, conquistas. Conseguir alcançar um cara como o Ronaldo, os números que ele chegou, referência. Mas isso vamos olhar quando eu parar de jogar futebol – destacou o atual dono da meta corintiana.

Cássio tem 587 jogos pelo Corinthians. No momento ele é o sexto com mais partidas disputadas pelo clube, mas falta somente três jogos para que ele chegue à quinta colocação, onde está Biro-Biro, e 11 para ultrapassar Zé Maria, atualmente o quarto colocado. Depois da dupla vem Ronaldo e posteriormente Luizinho, o Pequeno Polegar, que tem 20 jogos a mais que o goleiro corintiano.

Só no Campeonato Brasileiro, o Timão tem mais 31 partidas a ser disputada ainda neste ano. Além de mais, pelo menos, duas pela Copa do Brasil, na qual o clube alvinegro já está classificado às oitavas de final, e na Libertadores o Time do Povo ainda tem o último compromisso pela fase de grupos, onde basta um empate em casa contra o lanterna do grupo, o Always Ready, da Bolívia, na próxima quinta-feira (26) para avançar às oitavas, onde terá pelo menos mais duas partidas.


Caso chegue na final das duas competições mata-mata que está vivo, o Corinthians terá mais 47 partidas até o fim do ano.

Com Cássio titular em todas, o goleiro se isolará como segundo atleta com mais jogos pelo Timão, mas ainda ficará longe para assumir a ponta, que tem o ex-lateral Wladimir como dono, com 806 apresentações com a camisa corintiana.

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