Tinga admite encontro com Bolsonaro, mas nega participação em pronunciamento sobre COVID-19


O ex-jogador Tinga negou, em nota, nesta quarta-feira, que esteja envolvido no pronunciamento do presidente da República Jair Bolsonaro sobre o coronvírus. Ele tinha sido apontado pela "Folha de São Paulo" como um dos participantes da elaboração do discurso presidencial que Bolsonaro exibiu em cadeia nacional, na noite desta terça-feira.

O presidente da República foi criticado pelas palavras que vão em desacordo com diversas ordens da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a COVID-19. Segundo o ex-Cruzeiro, Internacional e Seleção, ele realmente esteve em contato com pessoas próximas ao governo e se encontrou com o presidente.

- Há duas semanas, recebi uma ligação do ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni que queria conversar sobre futebol e questões sociais. Nesse mesmo dia, Lorenzoni me convidou a ir à Brasília para ouvir minha opinião sobre o tema. A reunião foi agendada para essa terça-feira, dia 24 de março. Ao término, o ministro me levou até ao gabinete da presidência da república para me apresentar ao presidente Jair Bolsonaro — disse ele em um trecho da nota divulgada.

Além de ter criticado o fechamento de escolas e comércios, Bolsonaro afirmou que, caso fosse infectado pela COVID-19, seu "histórico de atleta" não o deixaria se preocupar pelo seu estado de saúde e disse que teria o que classificou como uma "gripezinha" ou "resfriadinho".

Ainda em nota, Tinga, de 42 anos, contou que "o encontro não fazia parte da agenda da presidencial" e revelou que conversou por "poucos minutos" com o presidente, no gabinete de Bolsonaro, sobre amenidades.

Leia na íntegra o que disse ele:

Estou vindo a público para esclarecer sobre a notícia de que participei de uma reunião em Brasília para colaborar no discurso do presidente Jair Bolsonaro.

Há duas semanas recebi uma ligação do ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni que queria conversar sobre futebol e questões sociais. Nesse mesmo dia, Lorenzoni me convidou a ir à Brasília para ouvir minha opinião sobre o tema. A reunião foi agendada para essa terça-feira, dia 24 de março. Ao término, o ministro me levou até ao gabinete da presidência da república para me apresentar ao presidente Jair Bolsonaro.

Nosso encontro não fazia parte da agenda da presidencial, muito menos para tratar de qualquer assunto de caráter oficial. Nos poucos minutos em que estive no gabinete, conversamos apenas sobre amenidades. Em instante nenhum foi sequer ventilado que o presidente iria fazer um pronunciamento à nação no período da noite.

A notícia que liga a minha pessoa ao conteúdo da fala do presidente Jair Bolsonaro não faz nenhum sentido. Lamento que o jornalista que veiculou a matéria não tenha me procurado para checar e/ou confirmar as informações.


















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