Times europeus entram em atrito com Fifa por liberação de jogadores para eliminatórias

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Roberto Firmino, Alisson e Fabinho entram em campo antes de partida do Liverpool contra o West Bromwich Albion pelo Campeonato Inglês

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - Clubes europeus acusam a Fifa de abusar de sua função regulatória por causa da liberação prolongada dos jogadores para eliminatórias da Copa do Mundo em setembro e outubro.

Tanto a Premier League quanto a espanhola LaLiga disseram apoiar os clubes que se recusem a disponibilizar jogadores para as partidas na América do Sul.

Os times da liga inglesa serão particularmente prejudicados pela decisão da entidade de prorrogar um período de liberação obrigatório de nove para 11 dias para permitir três jogos consecutivos na América do Sul.

As rígidas regras de quarentena da Inglaterra também aumentaram a dor de cabeça, com a Premier League dizendo que nenhuma isenção foi concedida pelo governo para jogadores de futebol.

O Liverpool já havia se recusado a permitir que Mohamed Salah viajasse à África para as eliminatórias do Egito para o Mundial no mês que vem porque ele seria obrigado a ficar de quarentena na volta para a Inglaterra.

As mesmas medidas podem afetar o trio brasileiro do Liverpool formado por Roberto Firmino, Alisson Becker e Fabinho, que foram convocados para as eliminatórias do próximo mês contra Chile, Argentina e Peru.

Brasil, Chile, Argentina e Peru estão todos na 'lista vermelha' do governo britânico de países que acionam uma quarentena em hotéis de 10 dias para se proteger contra a disseminação do Covid-19.

"Os clubes da Premier League decidiram hoje relutantemente, mas unanimemente não liberar jogadores para jogos internacionais disputados em países da lista vermelha no próximo mês", disse a liga em um comunicado.

Os jogadores da Premier League perderiam potencialmente duas partidas se ficassem de quarentena no retorno.

LaLiga, da Espanha, disse em um comunicado que apoiará os clubes que se recusem a liberar seus jogadores para as eliminatórias sul-americanas.

"No momento, são 25 jogadores de 13 clubes diferentes (afetados), um número que pode ser ampliado quando forem anunciadas as ligações do Equador e da Venezuela", afirmou.

"A associação espanhola entende que o calendário mundial não pode e não deve ser alterado desta forma, especialmente se houver soluções alternativas."

LaLiga informou que os clubes afetados serão convocados para uma reunião nos próximos dias.

Como haverá eliminatórias da Copa do Mundo na África, na Ásia, na região da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e na Europa os clubes estão em uma possível rota de colisão com a Fifa.

A Associação Europeia de Clubes (ECA) enviou aos seus membros um questionário noticiado pelo jornal The Times e também visto pela Reuters, dizendo que a Fifa tomou decisões unilateralmente e "contra a objeção explícita da ECA e do resto dos participantes".

"A ECA expressa com firmeza sua objeção à decisão da Fifa e pede à Fifa que reveja sua posição."

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