Time da virada? São Paulo peca na defesa e soma partidas seguidas saindo atrás do placar

LANCE!
·3 minuto de leitura


Apesar da importante vitória de virada do São Paulo sobre o Goiás na noite do último sábado (7), pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, um fato chamou atenção por estar virando rotina: pela terceira partida seguida, o time começou atrás no placar e precisou ir atrás do resultado.

- É um risco calculado. A gente tinha a preocupação com a bola aérea do Fernandão, e a orientação era de o Bruno (Alves) cuidar mais dele, mas a gente estava sofrendo muito pouca bola de cruzamento – iniciou Fernando Diniz sobre o gol do Goiás.

- No Campeonato Brasileiro, o time está conseguindo ser estável, é uma luta nossa para a gente diminuir cada vez mais a oscilação. Acho que fomos um time regular na partida e conseguimos uma vitória muito importante – completou.

Neste final de semana, apesar de estar com quase 80% da posse de bola e melhor no jogo, o Tricolor levou um contra-ataque do Esmeraldino e Fernandão abriu o placar. Brenner empatou logo depois e, na segunda etapa, Igor Gomes virou o placar.

Antes disso, o clube havia encontrado o Lanús pela volta da segunda fase da Copa Sul-Americana, na quarta-feira passada. Os argentinos saíram na frente ao balançar as redes com Pedro de La Vega e, dez minutos depois, Daniel Alves deixou tudo igual.

Braian colocou novamente o Lanús na frente, Pablo empatou mais uma vez, Thaller virou para o Tricolor em gol contra e Gabriel Sara fez no finalzinho do jogo. A classificação estava encaminhada quando Orsini fez o terceiro do Lanús e eliminou o time da competição pelo placar agregado e o critério de gol fora de casa (a partida acabou 4 a 3 para os paulistas).

Por fim, no dia 1º de novembro, o time visitou o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, no Maracanã, e começou perdendo, já que Pedro abriu o placar logo aos seis minutos. No entanto, Tchê Tchê, Brenner, Reinaldo e Luciano foram os nomes da virada por 4 a 1, além de Tiago Volpi, que defendeu duas cobranças de pênalti.

- Eu destaco a energia e o poder de reação, porque os gols que tomamos quando tomamos, o Flamengo foi bem no começo do jogo, mas hoje especialmente foi a primeira bola que foi no nosso gol, a gente já tinha criado algumas chances. Cometemos uma falha e acabou originando o gol do Goiás, embora a gente tenha que fazer de tudo para não tomar gol, nem no primeiro gol ou depois do gol. Importante é se esforçar para não levar gol – finalizou.

Apesar disso, o São Paulo tem a segunda melhor defesa do Brasileirão, atrás apenas do Fortaleza nesse quesito (15 gols tomados contra 14). No entanto, nas outras competições que disputava, casos de Sul-Americana e Libertadores, esse foi um dos maiores pecados.

Na primeira, o time entrou na segunda rodada, fez seis gols, mas tomou cinco. Na segunda, foram 14 gols feitos e 11 levados, uma média de 0,54 gol tomado/jogo. Na quarta-feira, o Tricolor enfrenta o Flamengo na Copa do Brasil, pela ida das quartas de final, e precisa prestar muito a atenção nisso, afinal, contra o Fortaleza, nas oitavas, levou cinco gols em dois jogos (foram dois empates, por 3 a 3 e 2 a 2, indo para os pênaltis).

Nem sempre haverá um goleiro salvador para defender cobranças ou, então, força o suficiente para buscar o resultado. É preciso aproveitar as oportunidades desde o início, coisa que também não vem sendo feita, para dar tranquilidade à zaga e conseguir conquistar resultados menos no sufoco e mais fincado ao chão.