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Tiago Camilo relembra recepção de Guga e prata aos 18 anos

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Em 1996, Tiago Camilo estava na sala de casa vendo as Olimpíadas de Atlanta pela televisão e viu dois judocas brasileiros subirem ao pódio. Isso foi determinante para que quatro anos depois, ele foi aos Jogos de Sydney, foi recebido por Guga na Vila Olímpica e ainda conquistou uma medalha logo em sua estreia na maior competição esportiva do mundo. 

Tiago resolveu entrar no caminho do judô competitivo em 1996, após ver Aurélio Miguel e Henrique Guimarães serem medalhistas. O paulista de Tupã se mudou para a capital do estado com o irmão, também judoca, para se aperfeiçoar e chegar a um nível forte competitivo. Dois anos depois, ele teve suas duas primeiras grandes conquistar, os Jogos da Juventude e o Campeonato Mundial Júnior.

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A ascensão do judoca foi sensacional. Depois dos títulos júnior, ele conseguiu sua primeira vaga olímpica ainda com 18 anos, integrando a equipe que disputou a Olimpíada de 2000, em Sydney (Austrália). E no maior evento esportivo do mundo, tudo era diferente.

"Eu com 18 anos, chegando numa Vila Olímpica, eu não tinha nem noção da dinâmica e da estrutura. E eu acho que a grande surpresa foi quando eu cheguei na minha casa – não eram prédios, eram casas – e a gente tava com o tênis de mesa, tênis de quadra e tinha algumas outras modalidades que eu não me recordo agora. E quem me recebeu foi o Guga", lembra Camilo. "Ele tinha acabado de ser bicampeão de Roland Garros e a gente tava nos Jogos Olímpicos de Sydney juntos. Então foi muito legal porque eu estava diante de um ídolo que eu via na televisão. E eu passei a conviver ali com ele no dia a dia da casa, no dia a dia da Vila Olímpica. Então aquilo foi muito legal porque era uma admiração tão grande e de repente eu tava com ele no mesmo ambiente, no mesmo espaço."

Tiago teve uma excelente campanha em Sydney, vencendo o israelense Gil Offer e o argelino Noueddine Yagoubi por ippon antes de derrotar o português Michel Almeida em um confronto complicado. Na semifinal, mais uma vitória por ippon, desta vez contra o sul-coreano Cho Yong-sin. 

Na final, ele foi batido por Giuseppe Maddaloni, italiano que havia conquistado o campeonato europeu nos dois anos anteriores. 

"Eu lembro que eu saí chorando da final. Chorando e bravo né, porque eu tinha perdido. Aí fui pra área de aquecimento e os meus amigos tavam lá, os atletas da seleção também, e a gente conversou e tudo, me acalmaram e me tranquilizaram que eu tinha conquistado a medalha de prata", conta o ex-judoca.

"Depois, o momento do pódio é um momento muito especial porque é a glória do atleta você estar num pódio olímpico. Então você vê a bandeira, tem toda aquela magia. O príncipe de Mônaco entregou a medalha pra mim. É um momento muito especial, é difícil você resumir em poucas palavras porque realmente porque realmente é algo mágico. A gente que fica buscando tanto a medalha olímpica, essa conquista, a gente persegue ela durante muito tempo da nossa vida. E quando você tá lá é uma sensação muito especial de tá no pódio e ter a sensação de dever cumprido assim", relembra.

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