Thiem não quer contribuir para fundo de ajuda a tenistas mais modestos

AFP
O austríaco Dominic Thiem se seca durante uma partida das quartas de final contra o italiano Gianluca Mager do torneio ATP World Tour Rio Open 2020, no Jockey Club no Rio de Janeiro, em 22 de fevereiro de 2020
O austríaco Dominic Thiem se seca durante uma partida das quartas de final contra o italiano Gianluca Mager do torneio ATP World Tour Rio Open 2020, no Jockey Club no Rio de Janeiro, em 22 de fevereiro de 2020

O austríaco Dominic Thiem, número 3 do mundo, não é a favor de contribuir com o futuro fundo de apoio destinado a ajudar tenistas pior classificados e que sofrem mais com a paralisação das competições devido à pandemia do novo coronavírus.

"Muitos jogadores não têm esse esporte acima de tudo e não vivem de uma maneira profissional. Realmente não vejo por que devo dar dinheiro a esses jogadores. Prefiro dar o dinheiro a pessoas ou organizações que realmente precisam", disse Thiem em entrevista publicada neste domingo no jornal austríaco Kronen Zeitung.

Essas palavras surgem apenas alguns dias após o anúncio feito pela ATP e pela WTA sobre a criação de um fundo para apoiar jogadores com dificuldades (Player Relief Fund). Uma iniciativa para a qual estrelas como Roger Federer, Rafa Nadal e Novak Djokovic planejariam contribuir, como apontou o jogador sérvio em 18 de abril no Instagram.

"Parece que haverá entre 3 milhões e 4,5 milhões de dólares redistribuídos para esses jogadores", afirmou Djokovic, referindo-se a um fundo de apoio que estava sendo preparado e que poderia ser alimentado ao mesmo tempo pelas autoridades mundiais do tênis "provavelmente pelos Grand Slams" e pelos jogadores.

Segundo a imprensa especializada, Djokovic, como presidente do Conselho de Jogadores da ATP, que inclui Federer e Nadal, enviou uma mensagem aos jogadores em que ele propôs que os membros do 'Top 100' no ranking individual e os do 'Top 20' das duplas contribuirão para esse fundo de acordo com sua posição (de 30.000 dólares para os 5 primeiros a 5.000 dólares para aqueles que estão entre o 51º e o 100º lugar).

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