Thiago Silva se torna o jogador mais velho do país a disputar uma Copa

***ARQUIVO*** SÃO PETERSBURGO, RÚSSIA, 21.06.2018 - O zagueiro Thiago Silva.  (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PETERSBURGO, RÚSSIA, 21.06.2018 - O zagueiro Thiago Silva. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Assim que pisou no gramado do estádio Lusail nesta quinta-feira (24), na vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia, o zagueiro Thiago Silva se tornou o jogador brasileiro mais velho a disputar a Copa do Mundo.

Aos 38 anos e 63 dias, ele deixou para trás o lateral direito Djalma Santos, que tinha 37 anos e 138 dias na Copa da Inglaterra, em 1966.

O capitão brasileiro, porém, ainda pode perder essa marca caso o lateral direito Daniel Alves seja escalado em algum jogo pelo técnico Tite. Dani tem nesta quinta-feira (24) 39 anos e 202 dias.

O titular da lateral direita escolhido por Tite é Danilo. No entanto, a experiência de Dani Alves pode ser necessária em algum momento da caminhada rumo ao título. Ou até mesmo para dar a chance de ele atuar em uma partida em que o resultado já estiver assegurado.

De qualquer forma, Thiago assume a posição e se mantém como destaque da seleção canarinho. Ainda mais porque se tornou o primeiro jogador a usar a braçadeira de capitão em três Copas do Mundo: Brasil-2014, Rússia-2018 e Qatar-2022.

A atual também é a quarta edição de Mundial de que participa, o que o coloca na mesma lista de Castilho (1950/1954/1958/1962), Djalma Santos (1954/1958/1962/1966), Pelé (1958/1962/1966/1970), Emerson Leão (1970/1974/1978/1986), Cafu (1994/1998/2002/2006) e Ronaldo (1994/1998/2002/2006).

Com 110 jogos com a camisa amarela, o zagueiro soma sete gols marcados. Além de suas boas atuações para defender o goleiro da equipe, ele também ficou marcado pelo choro na Copa do Brasil, em 2014.

Na disputa de pênaltis contra o Chile, nas oitavas de final, extremamente nervoso, ele se recusou a fazer uma cobrança e virou-se de costas para não assistir às outras cobranças, chegando a chorar no gramado.

Pelo descontrole emocional, ele foi muito criticado e ficou marcado por isso nos jogos seguintes. No Qatar, novamente com a braçadeira e mais experiente, ele tem a chance de se redimir de uma vez por todas. De preferência, com a taça do hexacampeonato.