Thiago Braz usa sensor de glicose no braço, mas não é diabético; saiba por quê

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Thiago Braz, atleta de salto com vara, nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Thiago Braz, atleta de salto com vara, nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Classificado para a final do salto com vara, o brasileiro Thiago Braz chamou a atenção por outro motivo nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O atual medalhista de ouro na modalidade apareceu usando um sensor de glicose no braço, fazendo parte do público pensar que o atleta fosse diabético.

Procurada pelo Yahoo!, a assessoria de imprensa de Thiago Braz esclareceu que ele não tem diabetes e utiliza o aparelho no braço esquerdo para monitorar o gasto energético durante as provas.

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"Thiago não é diabético. Ele usa [o sensor] apenas para medir a glicose para saber quais alimentos estão dando mais energia ou tirando a energia. Como ele tem uma alimentação equilibrada, acaba usando o aparelho, só por este motivo", informou o estafe do campeão olímpico na Rio-2016.

O aparelho em questão é um biossesnsor instalado na parte de trás do braço com um filamento fino e flexível inserido abaixo da pele para medir a glicemia (taxa de açúcar no sangue) a partir do fluido intersticial (camada que envolve os tecidos celulares).

A fabricante, norte-americana, recomenda o uso do biossensor a atletas e pondera que o aparelho "não é para ser usado no diagnóstico e tratamento de diabetes ou qualquer outra doença".

A semelhança com o sensor para o tratamento da diabetes confundiu portadores da doença nas redes sociais. Influenciadores diabéticos foram procurados por seguidores para saber se Thiago Braz também tinha a comorbidade.

Beatriz Scher, conhecida como @biabetica no Instagram, tem 34 mil seguidores e tira dúvidas sobre diabetes a partir de sua própria experiência, desde os seis anos de idade, com diabetes tipo 1 (que não produz insulina, hormônio responsável por "quebrar" a glicose e levá-la à célula). Ela utiliza sensor para controlar a glicemia e pensou que o aparelho do atleta tinha a mesma função.

"Quando vi de primeira, achei que era pelo formato, mas achei estranho porque parecia menor e nunca tinha visto o adesivo preto que estava usando em volta. Cheguei a procurar no Instagram dele qualquer indício de que tivesse diabetes e não encontrei. Afinal, um DM1 reconhece outro DM1", brinca Beatriz, que tem 27 anos.

Embora Thiago Braz não seja diabético, os Jogos Olímpicos de Tóquio tem competidores com a doença, como a ginasta norte-americana Charlotte Drury, do trampolim. A influenciadora destaca a importância de atletas como ela para mostrar que é possível manter a saúde com esta condição.

"Em 2016, tivemos um nadador brasileiro com diabetes [Matheus Santana] e foi super falado na época. Precisamos de exemplos como estes para provar que o diabetes não precisa ser um impeditivo dos sonhos das pessoas. Quando bem cuidado, a pessoa pode viver uma vida completamente normal e competir até em Olimpíadas!", celebra Beatriz Scher.

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