Clássico, Marola ou Flat? Veja o termômetro do surfe

Yahoo Esportes
Tá quebrando pra quem? Saiba como estão os brasileiros no Mundial (WSL)
Tá quebrando pra quem? Saiba como estão os brasileiros no Mundial (WSL)

Por Emanoel Araújo

O Yahoo Esportes apresenta o Termômetro da Tempestade Brasileira, que analisa o momento dos atletas do nosso país após cada etapa do Mundial de Surfe.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

SIGA O YAHOO ESPORTES NO INSTAGRAM

Se um surfista se deu bem no último evento, ele estará CLÁSSICO. Se ficou naquele meio termo, nem brilhou e nem decepcionou, estará na MAROLA. E se as coisas não encaixaram como queria, ele ficará FLAT.

Leia também:

No Surf Ranch tivemos de tudo: dobradinha brasileira, grandes resultados, surpresas e eliminações precoces. Portanto, vamos ver como ficou o nosso Termômetro da Tempestade Brasileira.

:: CLÁSSICO

Gabriel Medina deu show e conquistou o bi no Surf Ranch (WSL)
Gabriel Medina deu show e conquistou o bi no Surf Ranch (WSL)

1 – Gabriel Medina

  • Campeão no Surf Ranch

  • 1° no ranking (subiu três colocações)

  • O que busca: Título mundial

Domínio total é a definição de Medina no Surf Ranch. Velocidade nos tubos, inovação nas manobras, com um misto de força e amplitude garantiram o bicampeonato na piscina de ondas artificiais. Com as maiores notas de todas as fases, o brasileiro não passou aperto em nenhum momento e ganhou a competição com extrema facilidade.

Como todos sabem, o segundo semestre é quando Medina cresce muito. Ainda faltam três etapas para o final da temporada e ele já está na liderança do ranking. Soma-se a isso o fato de que ele tem um ótimo retrospecto na reta final do campeonato, seja na França, em Portugal e em Pipeline. Ou seja, o tricampeonato mundial está muito perto.

2 – Filipe Toledo

  • 2º no Surf Ranch (foi até a final)

  • 2° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Título mundial

Filipinho foi um guerreiro no Surf Ranch. Mesmo com uma séria lesão nas costas e surfando com as bandagens, o brasileiro não aliviou em nenhum momento. Como de costume, distribuiu aéreos pra todos os lados, mostrou enorme evolução nas ondas pra esquerda e mais uma vez foi o vice-campeão na Califórnia. O resultado foi ótimo para Filipe, mesmo perdendo a liderança do ranking para o amigo.

Na segunda colocação, Filipe precisa repetir os últimos resultado em Portugal – a próxima etapa. Ao que tudo indica, a briga pelo título mundial ficará mesmo entre os nossos dois principais atletas.

3 – Yago Dora

  • 5º no Surf Ranch (foi até a final)

  • 22° no ranking (subiu cinco colocações)

  • O que busca: Top 10

Yago voltou. Esse é o surfista que todos nos acostumamos a ver no WQS e, principalmente, em seus filmes. Rápido, agressivo e com surfe progressivo, ele deu um show na piscina e chegou na decisão. Com um pouquinho mais de estratégia conquistaria um resultado ainda melhor. O formato do evento ajuda Yago, que não é aquele cara extremamente competitivo no mar.

O resultado o colocou de volta no Top 22 que garante vaga no Mundial do ano que vem. Que nesse final de ano Yago consiga bons resultados para não passar aperto no final da temporada.

4 – Willian Cardoso

  • 9º no Surf Ranch (eliminado na 2ª rodada)

  • 19° no ranking (manteve a mesma colocação)

  • O que busca: Top 10

O Panda deve ter sido o nome menos cotado nas apostas de todos nos fantasys de surfe mundo afora. Mas o catarinense deu aula no Surf Ranch. Mesmo sendo um dos surfistas mais pesados do tour, conseguiu se encaixar na onda artificial e distribuir suas tradicionais pauladas tanto de frontside como de backside. Por uma vaga (9ºposição) ele não chegou na decisão, mas o importante foi provar – para os outros e para si mesmo – que é totalmente capaz de encarar qualquer condição.

O sonhado Top 10 ainda está longe, mas o caminho é exatamente este que William trilhou na Califórnia. Que venha a perna europeia!

5 – Deivid Silva

  • 9º no Surf Ranch

  • 15° no ranking (subiu uma colocação)

  • O que busca: Melhor novato do ano

Entre os que encararam o Surf Ranch pela primeira vez, Deivid foi o melhor. Com muita velocidade e potência nas manobras, DVD conseguiu um importante 9º lugar que o dá tranquilidade para a parte final da temporada.

Foi o quarto 9º lugar seguido de Deivid, que se aproximou de Seth Moniz, o principal adversário na briga pela posição de novato do ano.

:: MAROLA

Italo surfou muito, mas não conseguiu alcançar a final no Surf Ranch (WSL)
Italo surfou muito, mas não conseguiu alcançar a final no Surf Ranch (WSL)

6 – Italo Ferreira

  • 9º no Surf Ranch (eliminado na 2ª rodada)

  • 5° no ranking (subiu uma colocação)

  • O que busca: Título mundial

Vindo de uma vitória espetacular no Mundial da ISA, Italo chegou ao Surf Ranch como um dos favoritos, mas não conseguiu chegar na final. Com grandes atuações, foi um dos destaques do primeiro dia. Mas na sexta não conseguiu melhorar suas médias e ficou pelo caminho.

Um 9º lugar não é um resultado de se jogar fora, mas Italo viu seus principais concorrentes ao título mundial irem muito bem no evento e abrirem larga vantagem no ranking. Agora é apostar no bi em Portugal e se superar na França para chegar em Pipeline ainda com chances de título.

7 – Jessé Mendes

  • 17º no Surf Ranch (eliminado na 2ª rodada)

  • 29° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

Jessé não foi longe na Califórnia, mas mostrou muita evolução. O brasileiro soube encaixar as manobras certas nos momentos corretos e se saiu bem. Se acertasse algumas finalizações, com certeza teria alcançado a final. Mas de qualquer forma se mostrou bem solto nas ondas.

Jessé segue na parte debaixo do ranking e bem abaixo da linha de corte para o ano que vem. A reação começa na próxima etapa.

8 – Tatiana Weston-Webb

  • 5ª no Surf Ranch (eliminada na 2ª rodada)

  • 8ª no ranking (manteve a mesma colocação)

  • O que busca: Título mundial

Tati começou o evento quebrando tudo, mas caiu de produção no segundo dia, enquanto suas adversárias elevaram o nível. O surfe feminino mostrou enorme evolução na piscina de ondas e a gaúcha mais havaiana de todas parece não ter acompanhado as demais atletas. Com sua desenvoltura e leveza, a surfista pode arriscar mais e tentar manobras mais progressivas para impressionar os juízes. Mesmo nos tubos, o seu ponto forte, ela pecou.

O resultado fez com que ela continuasse na 8ª posição do ranking. O título mundial está muito distante, mas a parte de cima da tabela está garantida.

:: FLAT

Silvana não repetiu as boas atuações do passado no Surf Ranch (WSL)
Silvana não repetiu as boas atuações do passado no Surf Ranch (WSL)

9 – Silvana Lima

  • 9ª no Surf Ranch (eliminada na 2ª rodada)

  • 13ª no ranking (manteve a mesma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

Silvana é uma das atletas que mais surfou a onda artificial criada por Kelly Slater, mas mesmo assim não se saiu bem no Surf Ranch. A cearense tentou ousar e arriscar, mas não foi bem-sucedida e saiu com um péssimo 13º lugar.

Como perdeu as duas primeiras etapas, Silvana já tem os seus descartes da temporada. A partir de agora, todo resultado é importante para se manter na elite no ano que vem.

10 – Caio Ibelli

  • 17º no Surf Ranch (eliminado na 2ª rodada)

  • 21° no ranking (caiu três colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Caio já havia surfado na piscina de ondas, mas nunca competido por lá. E sua estreia não foi das melhores. Ele tentou desenhar as linhas, mas ficou clara a falta de adaptação às ondas de 1km de extensão, algo normal para estreantes.

Caio segue tentando somar tudo o que puder para se garantir no ano que vem. Ele está na bolha, o famoso pedaço do ranking onde tudo pode acontecer.

11 – Jadson André

  • 17º no Surf Ranch (eliminado na 2ª rodada)

  • 30° (caiu uma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

Jadson teve uma das melhores direitas da primeira rodada, mas não conseguiu desempenhos iguais para fazer uma média alta e ir mais longe. O evento era bom para Jadson, já que só dependia de si, mas ele infelizmente não aproveitou a oportunidade.

Uma arrancada na parte final da temporada é importantíssima para se garantir na elite no ano que vem sem depender do ranking da Divisão de Acesso.

12 – Michael Rodrigues

  • 33º no Surf Ranch (eliminado na 1ª rodada)

  • 25° no ranking (caiu cinco colocações)

  • O que busca: Top 10

O próprio Michael definiu em suas redes sociais o sentimento sobre o seu surfe:

Michael precisa de mais resultados consistentes para sair da bolha e não correr riscos no final da temporada. Muito foco na perna europeia.

13 – Peterson Crisanto

  • 33º no Surf Ranch (eliminado na 1ª rodada)

  • 27° no ranking (caiu seis colocações)

  • O que busca: Melhor novato do ano

Conhecido como Urso, Peterson esteve pela primeira vez no Surf Ranch e também provou que para se dar bem por ali é necessário conhecimento do pico. O paranaense não encontrou o tempo da onda e teve o segundo pior desempenho de todo o evento.

Em uma temporada de estreia, os altos e baixos são normais. O paranaense lida bem com a pressão e tem surfe para melhorar no ranking mundial.

14 – Mateus Herdy

  • 33º no Surf Ranch (eliminado na 1ª rodada)

  • 41° no ranking (terceiro evento no ano)

  • O que busca: Experiência

Convidado pela organização, o campeão mundial junior teve uma oportunidade rara. Mesmo não estando 100% recuperado de uma lesão, Herdy fez o que pôde na piscina, mas saiu com o pior somatório entre os competidores.

Ainda uma promessa, a experiência valeu muito para Herdy, independente do resultado. Não há dúvidas de que em pouco tempo ele estará entre os melhores do mundo.

Então fique ligado, porque depois de todas as etapas do Mundial de Surfe, o Yahoo Esportes vai trazer para você o Termômetro da Tempestade Brasileira.

Siga o Yahoo Esportes: Twitter | Instagram | Facebook | Spotify | iTunes | Playerhunter

Leia também