Clássico, Marola ou Flat? Confira o termômetro do surfe

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Tá quebrando pra quem? Saiba como estão os brasileiros no Mundial (WSL)
Tá quebrando pra quem? Saiba como estão os brasileiros no Mundial (WSL)

Por Emanoel Araújo

O Yahoo Esportes apresenta mais um Termômetro da Tempestade Brasileira, que analisa o momento dos atletas do nosso país após cada etapa do Mundial de Surfe.

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Se um surfista se deu bem no último evento, ele estará CLÁSSICO. Se ficou naquele meio termo, nem brilhou e nem decepcionou, estará na MAROLA. E se as coisas não encaixaram como queria, ele ficará FLAT.

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Em Peniche tivemos de tudo: título, troca de liderança, grandes resultados, surpresas, eliminações precoces e até briga entre brasileiros. Portanto, vamos ver como ficou o nosso Termômetro da Tempestade Brasileira.

:: CLÁSSICO

Italo Ferreira deu show e conquistou o bicampeonato em Peniche (WSL)
Italo Ferreira deu show e conquistou o bicampeonato em Peniche (WSL)

1 – Italo Ferreira

  • 1º em Peniche (derrotou Jordy Smith na final)

  • 1° no ranking (subiu três colocações)

  • O que busca: Título mundial

Italo mostrou mais uma vez que não se pode duvidar dele nunca. Quando o campeonato parecia nas mãos de Gabriel Medina e a outra vaga olímpica nas mãos de Filipe Toledo, o potiguar ressurgiu das cinzas. Depois da final na França simplesmente deu aula em Peniche e conquistou o bicampeonato em Portugal.

Mais do que o título, os 10 mil pontos o colocaram na liderança do ranking mundial e ele vai para a última etapa, em Pipeline, com a camisa amarela. É a primeira vez que Italo vai para o Havaí com chances de título mundial. Os outros concorrentes que se cuidem.

2 – Caio Ibelli

  • 3º em Peniche (perdeu de Italo Ferreira na semifinal)

  • 16° no ranking (subiu sete colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Caio cumpriu o seu objetivo na temporada. Deixando as polêmicas de lado, ele teve um espetacular desempenho nas ondas portuguesas e só não foi mais longe porque trombou Italo Ferreira na semifinal. Surfe agressivo, corajoso e consciente.

Os pontos o fizeram subir sete posições e se garantir na elite para o ano que vem. Para quem começou o ano fora dos melhores do mundo, é uma temporada muito boa de Caio.

3 – Tatiana Weston-Webb

  • 3ª em Peniche (perdeu de Caroline Marks na semifinal)

  • 7ª no ranking (subiu uma colocação)

  • O que busca: Top 5

Tati voltou a tirar um bom resultado depois de algumas etapas meio escondida. Com a habitual potência e encontrando as melhores das séries, ela foi até a semifinal. Na bateria contra Caroline Marks demorou a acordar e foi atropelada pela jovem americana.

Já garantida na elite, Tati vai para a última etapa em Maui tranquila e sem nenhuma pressão. Como já era previsto, a WSL confirmou a vaga olímpica de Tati. Ela é a primeira brasileira garantida em Tóquio no surfe.

4 – Filipe Toledo

  • 5º em Peniche (perdeu de Kanoa Igarashi nas quartas de final)

  • 4° no ranking (caiu duas colocações)

  • O que busca: Título mundial

Filipinho foi o segundo melhor surfista em Peniche, atrás apenas do campeão Italo Ferreira. Com domínio e conhecimento total das ondas, atropelou todo mundo até as quartas de final. Mas aí encontrou um Kanoa Igarashi inspirado e não esteve em seu melhor momento.

Um quinto lugar é sempre um ótimo resultado, mas Filipinho viu dois adversários o ultrapassarem no ranking e vai para a última etapa apenas na quarta colocação do ranking. Será a terceira vez que ele chegará no Havaí disputando o título, vamos ver se consegue ser melhor que os rivais e levantar a inédita taça.

5 – Peterson Crisanto

  • 5º em Peniche (perdeu de Caio Ibelli nas quartas de final)

  • 22° no ranking (subiu seis colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Conhecido como Urso, Peterson retomou o bom surfe do início da temporada. Depois de três resultados ruins e queda vertiginosa no ranking, o paranaense fez seu melhor resultado na elite até então. Pelo que surfou merecia ainda mais do que o quinto lugar, mas parou no inspirado Caio Ibelli nas quartas.

Peterson está agora na 22ª posição do ranking, exatamente a última que garante vaga na próxima temporada. É fazer o arroz com feijão em Pipeline para correr o tour novamente no ano que vem.

:: MAROLA

Jessé Mendes mostrou evolução em Peniche (WSL)
Jessé Mendes mostrou evolução em Peniche (WSL)

6 – Michael Rodrigues

  • 9º em Peniche (perdeu de Kolohe Andino nas oitavas de final)

  • 24° no ranking (subiu duas colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Depois de quatro resultados ruins, Michael voltou a avançar baterias e terminou Peniche com uma boa nona colocação. Com grandes aéreos e um bonito surfe de base, ele voltou a fazer bonito no circuito.

Os resultados ruins das últimas etapas derrubaram o cearense e ele agora precisa se dar bem em Pipeline para conseguir se manter na elite no próximo ano. Nada menos que um nono lugar no Havaí importa.

7 – Jessé Mendes

  • 9º em Peniche (perdeu de Peterson Crisanto nas oitavas de final)

  • 28° no ranking (subiu uma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

Jessé segue mostrando evolução na segunda metade da temporada. A diferença é que desta vez o resultado veio. E se não fossem pequenos erros nas aterrisagens dos aéreos nas oitavas de final, o paulista teria ido ainda mais longe.

Mesmo com o bom resultado, Jessé segue na parte debaixo do ranking e bem abaixo da linha de corte para o ano que vem. Só um grande resultado no Havaí o garante na próxima temporada.

8 – Yago Dora

  • 17º em Peniche (perdeu de Wade Carmichael na 3ª fase)

  • 25° no ranking (caiu três colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Yago foi Yago. Surfou bem e desfilou grandes manobras, mas não conseguiu ir longe em Peniche. Sempre fica aquele gostinho de que poderia ter ido mais longe, mas a qualidade técnica é indiscutível.

O resultado o tirou do Top 22 que garante vaga no Mundial do ano que vem. No Havaí precisará novamente de um ótimo resultado para ficar mais uma temporada entre os melhores do mundo, que é o seu lugar.

:: FLAT

Gabriel Medina estava com a bateria ganha, mas vacilou, foi eliminado e perdeu a camisa amarela (WSL)
Gabriel Medina estava com a bateria ganha, mas vacilou, foi eliminado e perdeu a camisa amarela (WSL)

9 – Gabriel Medina

  • 9º em Hossegor (perdeu de Caio Ibelli nas oitavas de final)

  • 2° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Título mundial

Resultado na mão, bateria garantida e um resultado que o deixaria muito, mas muito perto do tricampeonato mundial. Mas um vacilo o fez cometer interferência, perder uma de suas notas e ser eliminado por Caio Ibelli ainda nas oitavas de final. Um erro que pode ter custado um título mundial. Um erro que não acontece com Medina, assim como a acintosa reclamação com a WSL após o fato.

Não há dúvida que dos concorrentes ao título, Medina é o favorito em Pipeline e o único que já venceu por lá. Mas agora é correr atrás do prejuízo para não bater na trave no momento decisivo.

10 – Silvana Lima

  • 9º em Peniche (perdeu de Lakey Peterson na 3ª fase)

  • 12ª no ranking (subiu uma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

Silvana não teve um bom segundo semestre. Foram quatro nonos lugares seguidos e a estagnação no ranking. Como perdeu as duas primeiras etapas por lesão, a cearense – por enquanto – está fora do Mundial do ano que vem.

Um grande resultado em Maui é fundamental para se manter na elite e também para garantir a segunda e última vaga olímpica brasileira.

11 – Deivid Silva

  • 17º em Peniche (perdeu de Michael Rodrigues na 3ª fase)

  • 21° no ranking (caiu três colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Perigo para DVD. Após um ótimo começo de ano e a briga na parte de cima da tabela, ele foi muito mal nas últimas duas etapas e caiu bastante no ranking mundial. Em Peniche, ficou longe do surfista que estamos acostumados a ver.

DVD segue na bolha e agora precisa chegar no Havaí cedo e com a cabeça boa para se garantir na elite no próximo ano.

12 – Willian Cardoso

  • 17º em Peniche (perdeu de Conner Coffin na 3ª fase)

  • 23° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

Panda é outro que caiu de rendimento na hora errada. A vaga para o próximo ano, que parecia certa após o Surf Ranch, ficou muito difícil agora. Willian esteve apagado em Peniche e foi presa fácil para Conner Coffin na 3ª fase.

O sonhado Top 10 do início do ano ficou impossível. A preocupação agora é se manter entre os 22 que garantem vaga na próxima temporada. Que o Panda nos surpreenda em Pipeline.

13 – Jadson André

  • 17º em Peniche (perdeu de Kolohe Andino na 3ª fase)

  • 32° (caiu uma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

O ano de Jadson no WCT realmente não é nada bom. Pela sexta vez no ano ele parou na 3ª fase e está muito distante do Top 22. Em Peniche não conseguiu mostrar seu surfe e deu adeus à competição cedo demais.

Só um milagre em Pipeline o garante na elite sem depender do ranking da Divisão de Acesso.

Então fique ligado, porque depois de todas as etapas do Mundial de Surfe, o Yahoo Esportes vai trazer para você o Termômetro da Tempestade Brasileira.

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