'Tentativa de intimidação'. Agente da Anvisa que paralisou partida entre Brasil e Argentina fala sobre o caso

·2 minuto de leitura
'Tentativa de intimidação'. Agente da Anvisa que paralisou partida entre Brasil e Argentina fala sobre o caso


Em entrevista ao "Fantástico" deste domingo, o agente da Anvisa Yunes Baptista falou sobre sua experiência na paralisação da partida entre a Seleção Brasileira e a Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, no último dia 5 de setembro. Baptista explicou que foi ao estádio de Itaquera para entregar a autuação aos quatro atletas argentinos e não iria negociar com os organizadores.

- Eu não estava ali para conversar, qualquer questão de negociação, de acerto, eu deixei muito claro, não era com a minha pessoa. Eu estava ali para cumprir uma missão. 13h30 nós somos comunicados da situação e é solicitado nosso apoio nesse procedimento. É determinado que nós, naquele momento, levemos as notificações que foram nos repassadas para que eles assinem - contou o agente.

> Confira a classificação atualizada do Brasileirão 2021 e simule as rodadas!

- Recebi com surpresa a informação de que os jogadores conseguiram sair do hotel. Porque a gente esperava, pelo menos, algum procedimento de compreensão dos organizadores, da seleção argentina. O delegado ligou e falou: “olha, ele já saíram do hotel então nós vamos ter que seguir agora para o estádio”. Não houve nenhuma explicação - continuou Baptista.

+ Conheça o novo app do LANCE! e fique por dentro dos resultados e notícias!

O agente também explicou como foi sua chegada acompanhado dos oficiais da Polícia Federal no estádio. Ele contou que foi mantido em uma sala até o início da partida, mesmo tendo chegado antes do jogo.

- A gente começou a sentir que havia sim um certo nível de resistência ao procedimento, um constrangimento. Você está em uma missão oficial, uniformizado, e você é colocado em uma área exposta, isso é uma tentativa de intimidação. Ali eu vejo que a segurança fica na porta, primeira coisa, e aí começam a vir uma série de pessoas tentar conversar, vai e vem - contou Baptista.

- Eu olho pro delegado e pergunto: “Podemos realmente paralisar para que seja cumprida a missão?” Ele diz que sim, e então nós entramos no campo. O presidente da CBF (Ednaldo Rodrigues) pergunta o que poderia ser feito, quem poderia conversar e, se a Casa Civil se manifestasse, se eu conversaria, eu olhei e falei: “olha, eu não converso com a Casa Civil” - acrescentou Yunes Baptista.

O agente da Anvisa também disse que, se tivessem tomados medidas mais drásticas antes do jogo, a paralisação da partida poderia ter sido evitada. O diretor da Agência também reforçou dizendo que eles queriam apenas isolar e autuar os quatro jogadores argentinos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos