Temporada Gloriosa no surfe: 7x1 é passado. A onda agora é 8x2

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Os 11 titulares da Seleção Brasileira de Surfe (MONTAGEM/RICO SURF)
Os 11 titulares da Seleção Brasileira de Surfe (MONTAGEM/RICO SURF)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

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Não. Não é que o Brasil tenha descontado no futebol. Mas, em ano de Copa do Mundo, podemos nos orgulhar de um outro Mundial. Para separar as conquistas verde e amarelas, dividimos entre quem não foi chamado pra festa – e ainda assim comemorou – ou aqueles que tiveram nos encheram de orgulho de sermos brasileiros.

Tudo conspira a favor

Uma final com tom de despedida para Mick Fanning surfando em casa. Do outro lado, um brasileiro que nunca havia ganhado um título sequer em três anos na elite. Pior para o tricampeão do mundo que disse adeus sem tocar o sino mais uma vez. Melhor para o potiguar, que ainda embalou uma vitória na Indonésia e venceu a quarta etapa do ano. Para se ter uma ideia do feito depois do troféu em Portugal, apenas os candidatos ao título podem igualar a espetacular marca de Italo de três vitórias na temporada.  

Filipe Toledo vence em JEFFREYS BAY (AFS) e SAQUAREMA (BRA)

Bicampeonatos são missões difíceis de conquistar no surfe. Se imaginarmos dois títulos repetidos em um ano, a missão fica perto do impossível. Parece que essa mesma palavra move Filipinho. Seja para encontrar tubos no Rio de Janeiro ou percorrer quase meio quilômetro de onda voando alto na África do Sul. O ‘rei do impossível’ quebrou mais um mito neste ano e já garantiu mais dois troféus pra conta.

William Cardoso vence em ULUWATU (IDN)

Há quem diga que se a competição fosse na Austrália, o resultado seria diferente. Os tubarões não permitiram e outra fera entrou no mar para encontrar, em seu 1º ano, um espaço na elite.  Vitória do novato mais velho do tour, Panda venceu sua 1ª etapa na elite aos 32 anos.

Os dois gols contra

Julian Wilson vence na GOLD COAST (AUS) e em HOSSEGOR (FRA)

A vitória na França colocou Julian Wilson de vez na briga pelo título. No entanto, esse não foi o melhor momento do ano para o surfista. Ele aconteceu com o início da temporada na 1ª etapa do ano. Três dias após ver nascer a primeira filha, o australiano fez final com o compatriota Adrian Bucha e venceu diante da própria torcida.

 

A supremacia brasileira não tem precedentes. Se antes o surfista no Brasil era conhecido pelo futebol, hoje muita gente em países tradicionais no surfe (Estados Unidos, Havaí e Austrália) sabem que a camisa 10 tem dono e ele se chama Gabriel Medina.

E o bicampeonato mundial do atleta de Maresias está muito perto:

No futebol e no surfe a camisa 10 tem dono (KELLY CESTARI/WSL)
No futebol e no surfe a camisa 10 tem dono (KELLY CESTARI/WSL)

Como Medina garante o título?

  • 1º ou 2º (final): Vence o título mundial

  • 3º (semifinal): Julian Wilson e Filipe Toledo precisam do 1º lugar

  • De 5º a 25º (entre Round 2 e quartas): Julian Wilson e Filipe Toledo precisam ir à final do Pipemasters

 

Quer saber mais sobre o sucesso brasileiro no surfe? O Yahoo Esportes acompanha passo a passo da modalidade que mais cresce no país diretamente das areias de Pipeline.

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