Temporada decepcionante é preço pago por etapas queimadas pela Juventus com Pirlo

Nathalia Almeida
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Quando a Juventus tomou a decisão de efetivar Andrea Pirlo como técnico de sua equipe principal - mudando os planos originais, já que o italiano a princípio estava sendo trazido para comandar a equipe sub-23 -, alertamos neste artigo sobre os perigos de se apostar em um ídolo cru como 'salvador da pátria' de um clube com problemas em seu jogo. Campeã do Scudetto "aos trancos e barrancos" com Sarri na temporada passada, a Velha Senhora conseguiu involuir em 2020/21 sob comando de um de seus heróis contemporâneos, o que espanta alguns, mas não a todos.

No campo das ideias, Pirlo é promissor e pode se tornar um grande técnico, mas ainda não é. E começar sua carreira justo na área técnica do clube onde tem status de ídolo foi um movimento pra lá de arriscado, que já se provou totalmente equivocado antes mesmo da temporada acaba. A queda precoce na Champions e a perda de soberania na Serie A são apenas os sintomas de algo muito mais grave: a Juventus não teve cara/identidade em momento algum de 2020/21, e raríssimos foram os bons jogos da Velha Senhora na temporada.

Pirlo não está garantido no cargo para a temporada próxima | Alessandro Sabattini/Getty Images
Pirlo não está garantido no cargo para a temporada próxima | Alessandro Sabattini/Getty Images

É importante que se diga que a culpa da temporada decepcionante para a gigante de Turim não é só de Pirlo. Individualizar as responsabilidades é cruel e não fornece as explicações integrais para o fracasso retumbante do clube que tem, por muito, o maior faturamento e a maior folha salarial do futebol italiano: decisões equivocadas da diretoria no campo esportivo e administrativo, falta de convicção nos movimentos pós-demissão de Allegri e enorme atraso em iniciar o vital processo de renovação/rejuvenescimento do plantel são algumas das explicações para este 2020/21 que o torcedor bianconero certamente quer ver, o quanto antes, pelas costas.