Tempo médio de jogo atinge recorde de 59 minutos na Copa do Catar

Aumento nos acréscimos dos primeiros jogos da Copa causaram estranheza nos torcedores. Foto: Alex Grimm/Getty Images
Aumento nos acréscimos dos primeiros jogos da Copa causaram estranheza nos torcedores. Foto: Alex Grimm/Getty Images

A Fifa afirmou que acrescentar mais tempo ao final dos jogos da Copa do Mundo para compensar as paralisações elevou o tempo médio de jogo ativo para 59 minutos.

Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da entidade, disse na quarta-feira (30) que a Fifa estava bastante feliz com o resultado de jogos que se estendem rotineiramente dos 90 minutos do regulamento para mais de 100 no total.

Leia também:

O tempo de jogo ativo foi de apenas 52 minutos para alguns jogos na Copa do Mundo de 2018, quando as análises em vídeo das decisões do árbitro foram lançadas e algumas análises levaram mais de dois minutos.

“As pessoas estão aqui para assistir aos jogos e se divertir. É como assistir a um show que você está feliz e pedir um bis do cantor”, disse Collina em entrevista distribuída pela Fifa.

A diretriz da entidade máxima do futebol para os árbitros foi uma tendência surpreendente no início do torneio no Catar, com mais tempo claramente adicionado para levar em consideração as comemorações de gols.

“Demora muito para comemorar um gol e para os adversários é menos oportunidade de jogar”, disse Collina, que trabalhou nas Copas do Mundo de 1998 e 2002, quando os árbitros costumavam adicionar cerca de quatro minutos extras no total aos jogos.

A Fifa também queria que os árbitros adicionassem pelo menos um minuto para um atraso por lesão e 30 segundos para cada pausa para fazer uma substituição.

O tempo médio de acréscimo foi de mais de 10 minutos depois que metade dos 64 jogos foram disputados, nessa que é a primeira Copa do Mundo que permite que os times façam cinco substituições.

A média também foi distorcida, disse Collina, no segundo jogo do torneio, quando a Inglaterra venceu o Irã por 6 a 2. Mais de 27 minutos foram adicionados devido a lesões, incluindo uma concussão sofrida pelo goleiro iraniano, uma revisão de vídeo para marcar um pênalti e oito gols marcados.

Em 2018, na Rússia, o tempo de paralisação foi em média de seis minutos e meio, o que provavelmente teria aumentado em um minuto extra se cinco substituições tivessem sido permitidas, sugeriu ele.

“Não é uma mudança tão dramática como poderia ter sido percebida após a partida Irã-Inglaterra, que foi logo no início da competição”, disse Collina, explicando que talvez tenha criado uma sensação de que as coisas estavam indo em uma direção errada.