Telegram precisa de R$ 3,9 bilhões para pagar dívidas em abril

Redação Finanças
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A 3D printed Telegram logo is placed on a computer motherboard in this illustration taken January 21, 2021. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
A 3D printed Telegram logo is placed on a computer motherboard in this illustration taken January 21, 2021. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

O mensageiro Telegram, que concorre diretamente com o Whatsapp, precisa desembolsar por volta de US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,9 bilhões) para pagar suas dívidas em abril. A alta conta é culpa do próprio crescimento do aplicativo, que chegou a bater a marca de 500 milhões de usuários em janeiro, e precisa gastar cada vez mais com infraestrutura.

Segundo documentos revelados pelo Wall Street Journal, algumas alternativas para aumentar a receita estão nos planos do Telegram, como a oferta de anúncios em canais públicos. A proposta é utilizar tópicos, e não dados dos usuários, para direcionar a publicidade. A iniciativa terá foco inicial na Ásia, Europa Oriental e Oriente Médio.

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O maior desafio do CEO da empresa, Pavel Durov, é descobrir como fazer com que um aplicativo se torne um negócio sustentável e lucrativo. Outra opção adotada por Durov para pagar as contas é emitir aos investidores entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 5,62 bilhões) em dívidas da empresa. 

Como contrapartida, o Telegram Group deve oferecer descontos nos valores de ações caso a companhia abra o capital no futuro. O aplicativo foi o mais baixado no mundo em janeiro. Segundo levantamento da Sensor Tower, o mensageiro teve mais de 63 milhões de downloads em todo o mundo no primeiro mês de 2021. 

O CEO afirma que o segredo para o aplicativo se tornar cada vez mais popular é a “consistência”. O executivo afirma que isso também explica o fato da base de usuários do mensageiro ter crescido ao menos 40% por ano desde seu lançamento, em agosto de 2013.