Na Libertadores, Arthur Elias e Tatiele Silveira comentam calendário brasileiro

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Ferroviária e Corinthians em partida válida pela final do Campeonato Brasileiro. (Foto: Felipe Blanco/Ferroviária SA)
Ferroviária e Corinthians em partida válida pela final do Campeonato Brasileiro. (Foto: Felipe Blanco/Ferroviária SA)

Arthur Elias, com o Corinthians, e Tatiele Silveira, com a Ferroviária, são os representantes brasileiros na Copa Libertadores feminina deste ano. A competição, porém, quebra a sequência do futebol nacional e o planejamento do calendário ainda incomoda os brasileiros.

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As duas equipes paulistas estarão em Quito, no Equador, durante o mês de outubro. O Timão, que é finalista do Campeonato Paulista, voltará ao Brasil para disputar o título com o São Paulo. Fora da Libertadores, o Tricolor tem apenas a Copa Paulista de Futebol Feminino, organizada pela Federação Paulista de Futebol, como preparação.

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“Os calendários são formados muito em cima da hora. Nesse ano a gente soube do calendário do Brasileiro no começo de fevereiro, do Paulista soubemos em março e da Libertadores soubemos só em junho. Ou seja, essa organização precisa vir muito mais anteriormente. Porque a partir do momento que as competições são soltadas já no ano vigente, como foi o caso da Libertadores ocupando datas que já estavam os nacionais, isso impacta negativamente em todos os aspectos: preparação técnica, da equipe, a organização dos clubes para se buscar parceria e patrocinadores. Enfim, isso dificulta todo o planejamento para a modalidade e aí dá no que deu. Esse ano foi lamentável a gente ter o Campeonato Paulista batendo com o Campeonato Brasileiro em momentos decisivos”, considerou Arthur Elias, lembrando que enfrentou a Ferroviária quatro vezes em sequência, pelas finais do Brasileiro e semifinais do Paulista.

O Campeonato Brasileiro feminino começou no dia 16 de março e terminou em 29 de setembro. Já o Campeonato Paulista teve seu primeiro jogo em 30 de março, e tem as finais marcadas para 2 e 16 de novembro.

“Acho que merece essa reunião de ideias e de debate da Federação Paulista, da CBF e até mesmo da Conmebol para que não aconteça novamente, para que a gente possa ter os clubes com as jogadoras direcionadas para aquele tipo de competição. E digo mais, até para poder não ter tanto desgaste, de ter tantos jogos em um curto espaço de tempo, como nós sofremos muito aqui na Ferroviária nesse fim de temporada. E para que não aconteça exatamente o caso do São Paulo, que vai esperar um longo período para jogar”, avaliou Tatiele Silveira.

Apesar disso, a técnica da Ferroviária enxerga a evolução do futebol feminino no Brasil e entende que a tendência é aprimorar a modalidade. “O que está acontecendo no futebol feminino do Brasil é muito legal, a CBF teve um grande acerto quando fez as duas divisões, mas eu acho que agora a questão é ir melhorando tudo que deu certo.Os responsáveis já tem qualificação para fazer uma análise de como continuar”, disse.

Ainda assim, o comandante do Corinthians reforça a ideia de que é preciso mais comprometimento. “Isso tudo vai nos mostrando que ainda existem muitas pessoas que estão tomando decisões importantes, mas que não pensam no bem do futebol feminino. E isso precisa mudar urgente, porque a gente sabe que o momento é muito positivo, é um momento de desenvolvimento, que a modalidade só vai crescer cada vez mais”, finalizou Arthur Elias.

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