Técnico de Senegal: "Futebol africano está evoluindo, mas não dá para depender de gerações"

Técnico de Senegal, Aliou Cissé agradece aos torcedores após a derrota para a Inglaterra (Foto: Visionhaus/Getty Images)
Técnico de Senegal, Aliou Cissé agradece aos torcedores após a derrota para a Inglaterra (Foto: Visionhaus/Getty Images)

O técnico de Senegal, Aliou Cissé, elogiou a evolução do futebol africano, mas também criticou a dependência de gerações para se vencer no futebol. No seu próprio país, por exemplo, as campanhas e sua vida são um exemplo disso: Senegal só chegou às oitavas de final duas vezes em sua história, com uma separação de 20 anos. Na primeira, Aliou era jogador.

O fato é que a campanha do Senegal foi interrompida nesta Copa do Mundo após um jogo difícil contra a Inglaterra. O país europeu venceu por 3 a 0 e deu poucas chances à seleção africana. Essa evolução do futebol do continente, no entanto, é algo para se comemorar, desde que sejam feitos mais investimentos, analisa o técnico.

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"O futebol africano está melhorando. Mas não é assim que seremos campeões mundiais. Com infraestruturas, políticas de Estado, vamos melhorar. Existe a vontade de formar treinadores, árbitros. Não contar mais com uma geração espontânea para fazer um movimento. Não se pode desanimar", avaliou.

Segundo ele, a superioridade da Inglaterra ficou nítida na partida, mas a campanha de Senegal é um motivo de orgulho.

"Não era uma questão de mentalidade. Tenho orgulho dos meus meninos. Devemos admitir a superioridade da Inglaterra. Ela nos empurrou para trás. O segundo gol deles dificultou as coisas. Mas é sobretudo o terceiro que nos tira do jogo. Eu elogio a mentalidade da minha equipe. Eles não desistiram e tentaram seguir em frente independentemente", complementou.

Ele ainda classificou os dois primeiros gols como erros técnicos da equipe.

"Sofremos esses dois primeiros gols por erros técnicos. Temos que ter a bola e perdemos. Nesta parte do campo, os adversários são muito fortes nas transições. E bons finalizadores. Tínhamos que ter muito mais cuidado. Não é preciso muito para eles marcarem. Essa é a experiência de grandes equipes", concluiu.