Tchê Tchê vibra com chegada ao Botafogo: 'Tem um projeto com ambições do tamanho do clube'

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Último reforço do Botafogo na primeira janela da "Era John Textor", Tchê Tchê foi apresentado pelo Alvinegro na tarde desta segunda-feira em entrevista coletiva realizada no Estádio Nilton Santos. O novo camisa 6 destacou o desafio no novo clube.

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Assim como praticamente todos que chegaram ao "Novo Botafogo", Tchê Tchê afirmou que o projeto foi determinante para a resposta positiva que resultou na mudança de clube.

Tchê Tchê - Botafogo
Tchê Tchê - Botafogo

Tchê Tchê é reforço do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

- Estou muito feliz de estar aqui e fazer parte disso, é um clube que tem um projeto com ambições do tamanho do clube. Tenho certeza que vai dar certo, quero agradecer a todos que fizeram esforço para que tudo desse certo - afirmou.

E o atleta chega ao Glorioso com moral: pegou a lendária camisa 6, eternizada por Nilton Santos, um dos maiores ídolos da história do clube. Apesar de admitir que não escolheu o número por este motivo, o atleta viu a oportunidade como uma honra.

– Sou meio-campista. Lá fora o pessoal tem o costume de usar essa camisa, usei no Dínamo, tem alguns jogadores que usam no meio-campo que usam, o que eu mais gosto é o Thiago. Não tenho nada a ver com ele, mas eu o admiro. Fiquei sabendo da representatividade da camisa só agora, mas é uma honra. Não sabia desde o princípio, não vou mentir, mas é uma honra. Vou prometer que vou trabalhar muito, deixar tudo que posso dentro de campo - admitiu.

A versatilidade é uma das marcas de Tchê Tchê, mas ele garante: quer jogar no meio-campo. Até pode jogar em outra posição se for uma necessidade especial, mas é do setor de meio.

– Me vejo como um meio-campista. Se o treinador optar em uma ocasião especial de ficar mais (na defesa), mas me vejo como um segundo homem, fazer a ligação da defesa ao ataque, para pisar na área. As minhas principais características são essas e tenho certeza que ele vai saber explorar da melhor maneira - analisou.

MAIS DECLARAÇÕES DE TCHÊ TCHÊ

Projeto
– Vejo o Botafogo como a história que tem, o clube grande que é, é um privilegio vestir essa camisa. Passa por uma reformulação que requer tempo e paciência, tenho certeza que o trabalho vem sendo bem feito, isso foi comprovado ontem. O clube não vencia há um bom tempo lá, as coisas vem caminhando para coisas grandes.

Despedida do Atlético-MG
– Fiz bons e verdadeiros amigos no Galo, na minha saída isso ficou claro. Meu filho para mim, junto com minha esposa, são a base de tudo. Ele é bem presente, tem uma história curiosa dele... Ele gosta de ouvir hinos de clube no tablet, ele começou a ouvir o hino do Botafogo há um tempo atrás, uma versão de funk, ele sabe cantar uma boa parte do hino até. Veio o interesse antes, isso ficou na nossa cabeça. Tenho certeza que essa foi uma porta que Deus abriu na nossa vida. Foi um sinal. Meu filho ficou em BH ainda, falou que aqui tem praia, acho que ele vai se ambientar rápido, é uma criança fantástica.

Recepção
– O Mister vai saber como me utilizar da melhor maneira, sabendo das minhas principais características. Quando soube já olhei tudo, redes sociais, onde treinava... Para já saber tudo. Também conversei com o Patrick, o conheci na base do Palmeiras. Ele até brincou comigo. Sempre procuro me ambientar o mais rápido possível. Não falo muito e sim me ambientar as coisas ao meu redor.

Luís Castro
– Tive uma conversa breve com ele na minha chegada, já vi que é um cara que cobra bastante sobre tática, explica bastante sobre treinamento, ainda sei pouco sobre a maneira de trabalhar mas é uma forma de cobrança bem legal. Todo mundo me conhece e sabe da maneira que eu gosto de atuar, se for uma forma maneira especial, eu faço várias funções, estou aqui para isso, mas me vejo como meio-campo. É a maneira que eu prefiro e espero ser utilizado assim.

Desafio
– Não vejo uma responsabilidade pesada e sim legal, mostra que eu trabalho bem. Não é arrogância nem falta de, mostra que eu confio no meu trabalho. Sei ser sério. Venho de clubes que tem ganhado as coisas, quero ganhar aqui e para isso eu vim. A história do Botafogo é gigante e agora só falta a gente voltar aos caminhos dos títulos.

Relação com Patrick de Paula
– Brinco com ele, vi ele no juvenilzinho ali no Palmeiras. Fiz uma brincadeira com ele no primeiro dia que estava aqui. Falei que tinha pego o número 8 e daí ele mandou uma mensagem falando "fica tranquilo, amanhã eles vão falar comigo" todo quietinho e eu respondi que estava brincando (risos). Eu tenho carinho, fico feliz pelo sucesso que ele teve no Palmeiras.

Desempenhos no passado
– De verdade, eu venho para fazer uma nova história no Botafogo. O que passou, passou. Não adianta chegar apenas com o nome e não render nada, vou entender a cobrança. Já deu para ver que é uma maneira bem séria de trabalhar, explica certinho na maneira da cobrança para que todos entendam, foi muito pouco, apenas duas sessões, mas já

Postura
– As pessoas nos veem, de maneira geral, como simplesmente o cara que chega no clube e tem entregar os resultados e os problemas dele ficam para fora. Não vejo assim, o meu segredo deve ser a humildade. Eu falo no momento que é certo falar, eu só trabalho, vejo como posso ajudar, ajudo com atitudes. Sou muito mais de atitudes do que de palavras. Dificilmente vou falar em vestiário, mas podem contar comigo. Eu vim do nada, sei ter educação que os meus pais me deram. Nunca passei fome, mas tive muita dificuldade, então eu respeito todo mundo desde de onde que trabalha no clube, se limpa alguma coisa no clube ou trabalha aqui, até se joga. Acho que essa é a essência de ganhar títulos e carregar isso.

Atuação contra o Ceará
– Fiquei muito feliz com a vitória ontem, até brinquei que o pessoal tinha mandado mensagem e respondi que eles foram um time de guerreiros, não é fácil jogar lá. O Ceará vem crescendo muito e o gramado não era muito legal de se praticar. Fiquei feliz pela atuação, é legal você chegar em um lugar que já ganha, o ambiente fica mais leve, é mais fácil corrigir erros em cima de vitórias. É um clube de tradição, meu desafio é para que a gente consiga títulos. Vai ser muito trabalho, mas tenho certeza que temos profissionais qualificados.

Ser protagonista
– Acho que estou preparado para isso, trabalho firme e forte para isso. Se eu chego dessa maneira é por conta do meu trabalho que eu fiz nos outros clubes, mas isso ficou para trás. Vou construir minha história aqui. Tenho capacidade de retribuir todo esse carinho e confiança. Não vejo de forma pesada, se as coisas derem certo no início estarei trabalhando, se não vou trabalhar do mesmo jeito.

Forma física
– Já cheguei preparado, pronto, mas não deu tempo de entrar no BID por conta do feriado, aí não viajei para o jogo. Se o professor achar que eu posso ir ao jogo irei com o elenco. Eu vi a festa, ainda estava no Galo, foi muito bonita. Era uma expectativa muito grande, todos que estão aqui dentro esperam que as coisas andem muito bem. É claro que demanda tempo, não vamos achar que ganharemos tudo de uma hora para outra. Isso demanda um tempo que geralmente não temos no Brasil, mas acho que dará certo.

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