#TBT: Gabriel Medina, o rei da França

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Rei na França? Só conheço um. E, por lá, ele é tricampeão.
Rei na França? Só conheço um. E, por lá, ele é tricampeão.

Por Emanoel Araújo

A nona etapa do mundial de surfe é um lugar bem familiar para o líder do ranking. Uma praia inteira de ondas e marés que mudam constantemente. Ondas pesadas podem render aéreos e, em algumas condições, até mesmo tubos pesados. Com essa descrição, Gabriel Medina pode acreditar que estamos falando da praia na frente de sua casa, em Maresias. No entanto, esta é Hossegor, palco dos melhores momentos de sua carreira.

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:: OS TÍTULOS

No antigo sistema de acesso, os novatos integravam a elite no meio do ano. Era disputada a temporada de 2011 e Quiksilver Pro France era apenas a segunda etapa de Gabriel Medina na vida. A adaptação rápida foi colocada a prova contra Kelly Slater, a quem o garoto de 17 anos pediu (publicamente) por um duelo.

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O futuro promissor se confirmou e o brasileiro voltaria a ganhar na França em 2015. Uma vitória que quebrou o jejum de um ano e cinco meses – o mais longo após título mundial. Em 2017, a conquista carimbou o título de John John Florence, que foi eliminado pelo brasileiro nas semifinais. A bateria foi considerada por muitos uma final antecipada e (até mesmo) um tira-teima de quem era o melhor a época. Assista:

No ano passado, Medina ficou pelas semifinais. Aliás, a terceira colocação é seu pior resultado nos últimos quatro anos.

:: O QUE ESTÁ VALENDO?

O bom retrospecto do atual dono da lycra amarela o deixa mais próximo do título. No entanto, Filipe Toledo está logo atrás, na segunda posição. Após uma lesão que o prejudicou no Surf Ranch, o ubatubense voltou a sentir dores nas costas e pode deixar tudo mais fácil para o bicampeão mundial.

Falando em lesão, o protagonista de uma das melhores baterias do ano no Taiti (vídeo abaixo), o campeão mundial, Adriano de Souza, se retirou da temporada para tratar uma fratura óssea. No entanto, o time brasileiro será reforçado por Caio Ibelli, que entra em seu lugar.

:: BRASILEIRAS BUSCAM TÍTULO

Stephanie Gilmore é a única a vencer três vezes na França. No entanto, quem busca o tricampeonato mundial é a havaiana Carissa Moore, que é líder do ranking feminino e já ganhou em 2017.

Tati já foi vice-campeã e agora busca pelo primeiro título na temporada.
Tati já foi vice-campeã e agora busca pelo primeiro título na temporada.

Entre as brasileiras, Tatiana Weston-Webb teve como seu melhor resultado a final de 2015, vencida pela australiana Tyler Wright. Já Silvana Lima conquistou teve seu melhor resultado em 2011, perdendo nas quartas de final para a francesa Pauline Ado.

:: HOSSEGOR É VERDE AMARELA

Neco Padaratz vence o primeiro evento na França na divisão de elite.
Neco Padaratz vence o primeiro evento na França na divisão de elite.

Como a quinta é para relembrar o passado, não devemos esquecer que antes mesmo de Gabriel Medina dominar as praias da comuna francesa, outros brasileiros fizeram sucesso por lá.

É na França que os brasileiros mais se destacaram. E, por lá, ninguém ganhou mais do que a gente. Antes da WSL e da própria etapa se tornar uma parada do circuito dos sonhos, o Brasil venceu 4 vezes. Com o evento valendo pontos na elite do surfe, apenas Neco Padaratz (2002) e Gabriel Medina (2011, 2015 e 2017) venceram.

Com as primeiras chamadas marcadas para às 4h da manhã, a etapa da França tem tudo para ser marcante para os brasileiros. Acompanhe os resultados da Brazilian Storm aqui no Yahoo Esportes.

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