Um título sem querer querendo: #TBT viaja a Portugal

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Quanto um aéreo dessa altura vale para você? Para Filipe Toledo rendeu a única nota 10 do evento (WSL/POULLENOT/AQUASHOT)
Quanto um aéreo dessa altura vale para você? Para Filipe Toledo rendeu a única nota 10 do evento (WSL/POULLENOT/AQUASHOT)

Enquanto todos se perguntavam quem seria o campeão no Havaí em dezembro, algo muito especial acontecia na tarde de 30 de outubro de 2015. Pela primeira vez na história, uma final 100% brasileira em um lugar onde todo mundo falava português.

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Filipe Toledo chegava a sua terceira final no ano. Um feito incrível, mas nada comparado àquilo que já tinha feito durante todo o evento entre a praia de Supertubos e Pico do Fabril. O surfista de Ubatuba fez o melhor somatório do campeonato (19.00), venceu por mais de 12 pontos de diferença nas quartas de final e, até chegar na decisão, já tinha superado outros dois brasileiros.

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Pra quem acreditava que a ‘Tempestade Brasileira’ só vivia de rostos conhecidos, Italo Ferreira surpreendeu em 2015 (WSL/POULLENOT/AQUASHOT)
Pra quem acreditava que a ‘Tempestade Brasileira’ só vivia de rostos conhecidos, Italo Ferreira surpreendeu em 2015 (WSL/POULLENOT/AQUASHOT)

Na decisão, mais um encontro verde e amarelo. A temporada de estreia do potiguar Italo Ferreira foi coroada com sua primeira final. Horas antes, o novato mandou pra casa o então campeão mundial Gabriel Medina e tratou de eliminar o queridinho da torcida lusa, Vasco Ribeiro, nas semifinais.

:: HORA DO SHOW

Com os melhores surfistas daquela etapa dentro da água, o show começou com menos de um minuto. Em sua segunda onda, Filipinho encaixou dois aéreos e a percorreu até o fim. Após escalar a espuma, o surfista comemorou muito. Talvez por saber que, nas condições apresentadas no Pico do Fabril, ele tinha escolhido a melhor onda e manobrado por toda sua extensão. Os juízes também consideraram que tanta habilidade em condições difíceis merecia a nota 10.

Se Filipinho vinha embalado, Italo respondeu como se sentia naquela final. Como um ‘azarão’ à vontade, ele respondeu na mesma moeda. Aéreo estratosférico pra cima do adversário e a pontuação muito próxima da nota máxima: 9.93

Com a correnteza puxando para longe da arrebentação e a má formação das ondas, a disputa acirrada no final ficou por conta das trocas de notas. E nisso Filipinho se deu bem. No total, foram 17.83 para o ubatubense e 17.13 ao potiguar. Com esse resultado, Italo garantiu a melhor posição entre os novatos e o título de “Novato do Ano”.

Ainda na água, o mais novo campeão de Portugal, explicou o gostinho de superação que o título tinha: “Foi uma semana muito louca. Machuquei minhas costas, mas me recuperei, é incrível!”.

O único a ganhar 3 etapas no ano divide o pódio com o Novato de 2015 (WSL/KIRSTIN SCHOLTZ)
O único a ganhar 3 etapas no ano divide o pódio com o Novato de 2015 (WSL/KIRSTIN SCHOLTZ)

Com a vitória em Portugal, Filipinho fez o que ele mesmo não imaginava. Deu um salto no ranking e assumiu a vice-liderança. Pela primeira vez, o ubatubense iria ao Havaí como candidato ao título: “O título nem era meu objetivo, mas agora tudo é possível, tenho que olhar para frente. Estou muito feliz”.

Agora, Filipe Toledo volta para Portugal como candidato ao título mais uma vez. A partir da madrugada dessa sexta, a missão segue a mesma de 2015: vencer e levar a disputa para rainha dos mares, a mítica Pipeline.

A vitória no Havaí é um capítulo que não está escrito ainda. O certo é que o passado ou o presente do surfe você encontra aqui no Yahoo!

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