#TBT do surfe: Throw Back Tour

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Essa foto é símbolo da onda de Teahupoo. Adivinha quem é o modelo? (KirstinScholtz)
Essa foto é símbolo da onda de Teahupoo. Adivinha quem é o modelo? (KirstinScholtz)

O surfe também tem seu #TBT. Mas no caso é o Throw Back Tour, com os dias épicos de competição. Viaje pelo mundo na memória de quem fez história.

Gabriel Medina é um surfista, mas se fosse um time de futebol, poderíamos dizer que, em Teahupoo, ele passou direto da Série B para se tornar o maior favorito da história do campeonato taitiano.

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Os números falam por si. Apenas um surfista esteve em quatro das últimas cinco decisões. Um finalista tão regular que ganhou metade do que disputou. Será que em sua oitava participação no Tahiti Pro, Gabriel Medina repetirá o feito de 2014 e 2018?

Para os supersticiosos vale dizer que nas duas vezes que venceu no Taiti ele foi campeão mundial no final do ano. Será que o atual sétimo colocado do ranking vai com tudo para mais uma arrancada da Polinésia Francesa em diante?

“O Taiti é minha onda preferida no tour. Quando quebra grande é uma das melhores ondas para a esquerda do mundo”

Gabriel Medina - em entrevista ao Canal Off

Essa fala vai de encontro com aquilo que realmente significa o evento taitiano para a carreira de Gabriel Medina.

2014: A SURPRESA

Será que os brasileiros venceriam em um lugar assim? (ASP)
Será que os brasileiros venceriam em um lugar assim? (ASP)

Até o início do ano 2014, o Brasil era um convidado no surfe de elite que, por vezes dava algum trabalho. Mal a temporada começou e Kelly Slater começou um revezamento da lycra amarela (concedida ao líder) com um garoto da Brazilian Storm. Gabriel Medina venceu a abertura do campeonato (Gold Coast) e a conquista em Fiji foi considerada sorte por parte da imprensa estrangeira. Era consenso que a etapa de Teahupoo, uma das ondas mais temidas do mundo, separava surfistas incríveis de eternas promessas.

A segunda-feira, 25 de agosto, foi um dia épico e a ASP (Associação dos Surfistas Profissionais) convocou a todos para o dia final do campeonato. Ondas enormes e limpas davam velocidade nos tubos e garantiram duas notas 10.00 a Kelly Slater em baterias diferentes. O 11 vezes campeão do mundo parecia conectado com o mar e impossível de ser batido. A desvantagem aumentava para Medina graças a um folclore: brasileiros não eram vistos como bons para entubar, uma vez que no Brasil há poucas praias que proporcionam esse tipo de onda.

Lycra amarela + título: uma imagem cada vez comum entre Medina e Taiti (ASP)
Lycra amarela + título: uma imagem cada vez comum entre Medina e Taiti (ASP)

No entanto, o natural de Maresias mostrou mais uma vez que quem surfa no Canto do Moreira - lado direito da praia de São Sebastião - consegue entubar nas melhores ondas do mundo. Sem tomar nenhuma vaca durante o campeonato, Medina fez uma apresentação de gala. Antes de Kelly fazer a primeira onda da final, o brasileiro já somava 18.50 pontos. Nos últimos minutos, Medina deixou uma onda passar e o - até então - dono do Taiti fez a onda com perfeição. Os 9.30 não foram suficientes para vencer e o brasileiro se tornou, pela primeira vez, campeão do Taiti por apenas 0.03 ponto.

Ele estava surfando muito bem durante todo o evento e, especificamente, na final. Ele está fazendo uma grande temporada (…) e eu estou ansioso para ver como será o restante deste ano. Promete ser emocionante como foi esse evento aqui no Taiti".

Kelly Slater - em entrevista o pódio

Ele estava certo. O circuito ganharia - e muito - em emoção a partir desta vitória.

2018: A CONFIRMAÇÃO

O evento já começou histórico para o Brasil. Participação recorde com 12 representantes do país - um terço dos competidores no total. Líder na época, Filipe Toledo parou na semifinal. Segundo colocado, Italo Ferreira caiu nas quartas e o único que ficou até o final foi Gabriel.

Medina queria mais do que um título. Vencer ali significava ficar mais perto da liderança após um bom resultado (semifinais em Jeffreys Bay). A conquista veio graças a dificuldade em achar as ondas. A dois minutos do fim, a última série entrou e Owen Wright pegou a primeira onda para se isolar ainda mais no placar. Para sorte do brasileiro, ao ceder a prioridade ao australiano, Medina encontrou um tubo e virou o placar.

“Eu estava apenas orando: ‘Deus, me dê mais uma [onda]’ e Owen [Wright] teve que ir na primeira, mas, se ele não fosse, eu iria naquela”

Gabriel Medina em entrevista no pós-bateria

Portanto, se o bicampeão mundial pretende uma reação no segundo semestre, o caminho para o tri passa pelas ondas de Teahupoo. Durante os próximos dias, o Yahoo Esportes atualiza todas as fases e você não perde nenhum detalhe quando pintar o campeão. Até lá!

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