TAS diz que City ignorou investigação da Uefa, mas não infringiu Fair Play financeiro

AFP
A proibição de duas temporadas do Manchester City de competições europeias foi revogada por apelação do Tribunal de Arbitragem do Esporte
A proibição de duas temporadas do Manchester City de competições europeias foi revogada por apelação do Tribunal de Arbitragem do Esporte

O Tribunal de Arbitragem do Esporte (TAS) admitiu que o Manchester City mostrou "flagrante desprezo" pela investigação da Uefa de não conformidade com o Fair Play financeiro (FPF), mas a instância europeia não conseguiu provar que o clube ocultou fundos de seus proprietários em receita de patrocínio.

No início de julho, o TAS suspendeu a sanção de duas temporadas fora das competições europeias impostas pela Uefa ao clube inglês, sendo considerado culpado de inflacionar a renda de seus patrocinadores vinculados ao Abu Dhabi United Group, empresa do proprietário do clube, para cumprir os regulamentos estritos do FPF entre 2012 e 2016.

O TAS também reduziu a multa aplicada pela Uefa de 30 milhões de euros (US$ 35 milhões) para 10 milhões de euros.

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Nesta terça-feira, o TAS publicou a sentença completa, na qual se diz que a punição imposta deve refletir "uma violação grave" devido à falta de cooperação do City nas investigações da Uefa.

Mas o TAS salienta que a Uefa "não pôde concluir que o City foi financiado com fundos ocultos".

A situação financeira do Manchester City mudou quando o clube foi adquirido em 2008 por Sheik Mansur, membro da família real de Abu Dhabi.

O clube foi acusado de aumentar deliberadamente as receitas das empresas dos Emirados Etisalat e Etihad Airways, para poder cumprir as regras da FPF, que limitam as perdas do clube e restringem os gastos com transferências e salários.

A Uefa iniciou uma investigação depois que a revista alemã Der Spiegel publicou uma série de documentos sobre as finanças do City em 2018.

O TAS também lamentou que o City aguardasse o julgamento em apelação para os principais executivos do clube, assim como seu proprietário, o sheik Mansur, deporem através de uma carta. Se o veredicto original tivesse sido declarado no primeiro julgamento da Uefa, poderia ter mudado a favor da entidade.

O tribunal também admitiu que a Uefa enfrentou o dilema de não ter tempo para reivindicar mais provas, pois nove clubes ingleses (Arsenal, Burnley, Chelsea, Leicester, Liverpool, Manchester United, Newcastle, Tottenham e Wolverhampton) reivindicaram à instância europeia que proibisse o City de participar da Liga dos Campeões se a sentença não fosse pronunciada antes do início da temporada 2020-2021.

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