TAS confirma suspensão da judoca brasileira Rafaela Silva

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Campeã olímpica de judô de 2016, Rafaela Silva participa de uma coletiva de imprensa no dia 20 de setembro de 2019, no Rio

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) rejeitou nesta segunda-feira o recurso apresentado pela brasileira Rafaela Silva, atual campeã olímpica de judô, suspensa por dois anos após um teste positivo de doping no ano passado e que, portanto, não poderá defender seu título nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021.

Rafaela Silva, vencedora na categoria até 57 quilos nas Olimpíadas do Rio em 2016, havia testado positivo para fenoterol, produto usado principalmente no tratamento de asma, em 9 de agosto de 2019, durante os Jogos Pan-Americanos.

Ela foi punida com uma suspensão de dois anos pela Federação Internacional de Judô. Esta sanção foi confirmada em recurso em 22 de janeiro.

Rafaela, que sempre alegou ser inocente, afirmou ter se infectado acidentalmente durante os Jogos Pan-Americanos em decorrência do contato com sua colega de quarto ou com torcedores.

A judoca de 28 anos disse ainda que uma das hipóteses era de que a substância tivesse sido transmitida por um bebê, filha de uma amiga, que usava produtos para asma.

Rafaela Silva, que cresceu na Cidade de Deus, famosa favela do Rio de Janeiro, conquistou seus maiores títulos em casa, no Mundial-2013 e nas Olimpíadas-2016. Graças às suas vitórias, ela se tornou um símbolo de sucesso para as populações de comunidades pobres.

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