Túlio destaca emoção do título de 95, no Botafogo: 'Eu virei o Maravilha'

Fernanda Teixeira e Sergio Santana
LANCE!


"Noventa e cinco, mais um ano de alegria. A tua estrela brilha... é gol do Túlio Maravilha". Uma das mais famosas canções da torcida do Botafogo, comumente cantada nos jogos do Estádio Nilton Santos, homenageia o herói do título do Brasileirão de 1995. O atacante tem uma recíproca com o Alvinegro: ele afirma que virou o que é por conta do Glorioso.

- O Botafogo, para mim, é um divisor de águas. Comecei a carreira no Goiás, tive uma passagem rápida na Suíça, mas até então eu era apenas o Túlio, um jogador tímido e revelado no Centro-Oeste. Depois que eu cheguei no Botafogo em 94, fui campeão em 95, artilheiro, fui para a Seleção, fazendo gol do título, aí sim, eu virei o "Túlio Maravilha". Eu só tenho que agradecer ao Botafogo por aparecer na minha carreira, eu sou o Túlio Maravilha graças à oportunidade de jogar em um clube com essa grandeza. Ídolo no clube de Didi, Garrincha, Nilton Santos... É uma honra fazer parte dessa constelação. Representa tudo para mim. Esse título é o ápice da minha carreira. O amor é recíproco - contou, em entrevista exclusiva ao LANCE!.

Túlio reviu a final do Campeonato Brasileiro de 1995 e o empate contra o Santos, no Pacaembu, no último domingo. Mesmo de longe, o ex-atacante falou que é difícil não se emocionar.



- A emoção é a mesma. Mesmo sabendo o resultado, eu, agora como torcedor, tive um olhar mais crítico. "Ah, poderia ter feito isso, poderia ter dado um passe melhor, ter marcado". Depois de 25 anos, ver o jogo te dá um olhar mais crítico, mas não tem como você não se emocionar. Parece que foi ontem. Um título inesquecível. Não só para mim, mas para a torcida do Botafogo, que está tão carente. Esse foi o último do Campeonato Brasileiro. A emoção toma conta do começo ao fim - afirmou.

Além dos jogos da final, Túlio afirma que três partidas foram importantes para que o elenco colocasse na cabeça que, realmente, era um candidato ao título de 25 anos atrás.

- Os três jogos mais importantes foram contra o Goiás, no Serra Dourada, os dois brigando para se classificar, fora de casa, estádio totalmente lotado a favor deles. Depois, o do Flamengo, por se tratar de uma equipe favorita, os maiores jogadores do país estavam lá, Romário, Edmundo e Sávio... Foi lá no Castelão, campo misto, e mostramos que estávamos realmente carimbados. O último foi o Cruzeiro, na semifinal, adversário duríssimo. Empate no Mineirão e poderíamos ter vencido no Maracanã, perdemos muitos gols - analisou.




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