'Tóquio será missão mais desafiadora dos 107 anos do COB, diz presidente

·4 minuto de leitura


O Comitê Olímpico do Brasil comemora nesta terça-feira 107 anos desde a sua fundação. Ao passo em que disponibiliza hall da fama digital para relembrar aqueles que ajudaram a criar o movimento olímpico no país, a entidade se prepara para a sua missão mais desafiadora até hoje: as Olimpíadas de Tóquio 2020, realizada em meio à pandemia.

Primeiro Comitê Olímpico Nacional da América do Sul, o COB tem uma longa história de desafios e conquistas. São 129 medalhas (30 ouros, 36 pratas e 63 bronzes) em Jogos Olímpicos e mais de 1.300 em Jogos Pan-americanos.

Em ritmo de reta final para a competição, o COB irá embarcar os primeiros integrantes nos próximos dias. Mesmo diante do cenário desafiador, o presidente do Comitê, Paulo Wanderley Teixeira, demonstra confiança para realizar uma grande atuação.

— Estamos na reta final para Tóquio. Agora é colocar em prática o que foi planejado e preparado minuciosamente por toda a equipe do COB. Essa, sem dúvida, é a Missão mais desafiadora dos 107 anos de existência do Comitê. Mas, mesmo com o cenário de pandemia, não temos dúvidas que, graças às medidas implementadas pelo COB para dar suporte ao sistema esportivo brasileiro, conseguiremos representar o Brasil com competência e excelência. — declarou Wanderley.

> Confira a classificação das Eliminatórias 2022 da América do Sul

O adiamento dos Jogos Olímpicos exigiu um trabalho de replanejamento e adequação aos protocolos de segurança. Com mais de 230 atletas na comissão, a maior preocupação é proteger a saúde de toda a delegação. Para isso, foram compradas e 85 mil máscaras descartáveis, 12.500 sapatilhas TNT, 400 borrifadores de álcool e 250 aventais. Todos os integrantes serão vacinados e testados antes do embarque para o Japão e durante o evento.

Além de procedimentos de segurança, a delegação também diminuiu com o cancelamento dos programas Vivência Olímpica, Família Olímpica e Embaixadores. Uma comissão médica foi criada, incluindo a presença de infectologistas, para avaliar diariamente questões relativas à Covid-19.

Sendo o primeiro comitê olímpico da América do Sul, a entidade tem uma trajetória de desafios e vitórias, e conta com 129 medalhas em Olimpíadas (30 ouros, 36 pratas e 36 bronzes) e mais de 1300 Jogos Panamericanos.

A área digital do Hall da Fama do COB foi lançada na data do aniversário do COB. O espaço traz perfis detalhados, até o momento, de 13 homenageados, com grande acervo de fotos e vídeos conseguidos juntos ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e às Confederações Brasileiras, arquivos pessoais e de jornais e TVs que cobriram os principais eventos na época em que atuavam, além de filmes do dia em que os esportistas deixaram as marcas de seus pés ou mãos. A torcida poderá deixar mensagens para os ídolos. O objetivo é manter uma biografia completa dos homenageados e, assim, promover o Olimpismo no país.

— Convido a todos a visitar e se deliciar com as grandes histórias dos maiores nomes do esporte olímpico do Brasil. Trabalhamos muito para que este espaço seja não apenas uma fonte de informação, mas também uma fonte de inspiração para todos nós que amamos e vivemos esporte. O projeto do Hall da Fama foi criado pelo COB para reconhecer grandes atletas brasileiros, que construíram, com muito sacrifício, uma tradição de medalhas olímpicas que temos hoje. A conquista de uma medalha era muito difícil. Hoje, o Brasil já vai para os Jogos com uma expectativa maior. Isso só foi possível com a participação de grandes atletas que deixaram um grande legado — disse Rogério Sampaio, diretor geral do COB.

Fundação do COB: legado para os esportes olímpicos brasileiros

Em 1913, Raul Paranhos do Rio Branco, filho do barão do Rio Branco, foi convidado a participar do Comitê Olímpico Internacional, gesto que significaria o pontapé inicial para a criação de um movimento olímpico brasileiro. A partir desse momento, surge uma forte campanha nacional pela criação de uma entidade olímpica nacional.

Um ano depois, Raul Paranhos enviou uma carta a dirigentes esportivos do Rio de Janeiro para formalizar a proposta, o que acabou culminando na criação do Comitê Olímpico do Brasil.

Na época, o COI não exigia que comitês nacionais fossem criados para que atletas disputassem os Jogos Olímpicos, e poucos países tinham essa representação. Hoje, entende-se que a fundação do COB acelerou o processo de desenvolvimento dos esportes olímpicos no Brasil.