Técnico do Flu sub-19 crê em títulos, apesar dos adversários 'mais velhos'


Conhecida mundialmente por revelar grandes jogadores, a base do Fluminense sofreu uma mudança importante na atual temporada. Com a criação do time sub-23, o clube encerrou o sub-20 e criou a categoria sub-19, que vai disputar as competições contra adversários mais velhos.

Mesmo assim, o Tricolor estreou com vitória no Carioca Sub-20, ao vencer o America no último sábado, por 2 a 1, no Giulite Coutinho. Assim como no profissional, o futebol de base também foi paralisado, por conta da pandemia de coronavírus, mas quando voltar, o técnico Eduardo Oliveira acredita que, mesmo sendo mais novos, os Moleques de Xerém darão conta do recado.

- Queremos competir de igual para igual, mesmo com uma equipe mais jovem que nossos adversários. Vamos trabalhar forte ao longo do ano para provar mais uma vez o valor destes jovens talentos. É uma geração que vem de uma história bonita na base do clube, uma história repleta de títulos e esperamos conseguir preparar bem estes meninos nesta última etapa de preparação em Xerém - disse o treinador, que completou.

- Queremos conseguir atingir o nosso principal objetivo que é subir estes jogadores para o profissional, para eles poderem repetir o sucesso de outros Moleques de Xerém que estão brilhando com a camisa do Fluminense - revelou Eduardo em entrevista ao site oficial do clube.

No Fluminense desde 2017, Eduardo Oliveira começou a trajetória no clube como coordenador metodológico da base. Em 2018, passou a ser técnico do time sub-17, conquistando dois Cariocas. Em dezembro deste ano assumiu a equipe sub-19, estreando na categoria na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Antes de ser treinador, o profissional também foi jogador, inclusive tendo passagem pelos Estados Unidos.

- Eu joguei futebol aqui no Brasil até o sub-20. Depois fui para os Estados Unidos jogar na universidade. Me formei bacharel em educação física e mestre em ciências do exercício por lá. Após minha graduação joguei uma temporada na liga correspondente a quarta divisão americana. Atuava como jogador e auxiliar técnico. Ao mesmo tempo dava aula de educação física e treinador de uma equipe sub-14 e sub-17 do clube da cidade.

Eduardo Oliveira também trabalhou na Seleção Brasileira Feminina e na base do Botafogo e contou como foram essas experiências.

- Retornei ao Brasil para assumir o cargo de preparador físico e posteriormente auxiliar técnico da seleção feminina, participando da Copa do Mundo e dos jogos Pan-americanos. Trabalhei como técnico na base do Botafogo, também exerci a função de Coordenador Metodológico lá e antes de vir para o Fluminense fui contratado pela Nike para coordenador um projeto global de formação de jogadores com sede na Inglaterra.

BATE-BOLA COM EDUARDO OLIVEIRA

Com a pandemia de coronavírus e o futebol paralisado, como traçar o planejamento até o fim da temporada?


- Não sei como será este ano. É uma situação que nunca vivi antes. Estamos criando estratégias para que tenhamos o mínimo de perda possível. Não podemos nos apressar, a situação não pede isso. A ideia geral é que eles pratiquem nossos cinco valores de Xerém perante a sociedade, para que a gente possa superar este período difícil que a humanidade está passando e que vai muito além do futebol.

Você foi um dos profissionais que ajudaram a implementar o DNA Tricolor. No que consiste essa metodologia?
- DNA tricolor é a filosofia de formação do clube. Temos nossa missão, nossos valores, nossa visão e nosso propósito: "Faça uma melhor pessoa que teremos um melhor jogador", que é o que me norteia. Queremos colocar em prática todos esses valores e princípios de jogo para que o torcedor se identifique com a equipe e com os indivíduos que formam nosso time. Se colocarmos em prática nosso comprometimento, respeito, meritocracia, criatividade e espírito de equipe, a torcida vai acompanhar e sentir orgulho de ver os meninos jogando com a camisa do Fluminense.

Quem você destacaria na equipe sub-19?
- Estamos entendendo quem irá se destacar nesse momento de reestrutura da categoria. Vejo nomes que conquistaram muitos títulos no clube e até comigo, mas os maiores destaques das gerações já estão no profissional, o que abre espaço para que esses jogadores que hoje estão no sub-19 criem uma nova identificação e conquistem a notoriedade junto ao público em geral. Seria injusto citar nomes tão cedo.






















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