Técnico dos EUA é recompensado por aposta em jovens, mas vitória contra Inglaterra escapa

Técnico da seleção dos EUA, Gregg Berhalter, durante partida contra a Inglaterra pela Copa do Mundo do Catar

Por Hritika Sharma

DOHA (Reuters) - A seleção dos Estados Unidos conseguiu pela primeira vez desde o Mundial de 1950 não sofrer gols de uma seleção europeia em uma Copa do Mundo, mas deixaram o Estádio Al Bayt, no Catar, sem uma vitória após o empate sem gols de sexta-feira contra a Inglaterra, uma partida na qual foram superiores por longos períodos.

A Inglaterra havia esmagado o Irã por 6 x 2 em sua partida de estreia no Grupo B para justificar seu status como uma das favoritas do torneio, mas eles tiveram a sorte de conquistar um ponto contra a jovem e enérgica equipe de Gregg Berhalter.

Os Estados Unidos, de volta ao torneio de futebol depois de oito anos, pareciam estar prontos para voltar a vencer em sua primeira partida com o País de Gales. Eles dominaram grandes períodos de jogo e tiveram o azar de não ir para o intervalo com uma vantagem maior.

Seu jogo inspirado foi em vão quando o País de Gales conseguiu um empate em 1 x 1 e, embora tenham novamente lutado no último terço do campo contra a Inglaterra, o confronto sempre foi equilibrado e os norte-americanos mostraram que são mais do que capazes de competir no mesmo palco.

Berhalter, treinando o segundo time mais jovem neste torneio, fez vários ajustes táticos que diminuíram a ameaça colocada pela Inglaterra. Sua equipe bem treinada manteve uma pressão dirigida enquanto se aventurava no ataque e, inesperadamente, mudava para um 4-4-2 enquanto defendia.

Tim Weah se juntou ao surpreendente titular Haji Wright na frente, Tyler Adams e Yunus Musah jogaram de forma centralizada, e Weston McKennie jogou de um lado enquanto Christian Pulisic jogou no outro.

"Obviamente funcionou", disse McKennie. "Nós tínhamos a bola com freqüência, eles não eram capazes de realmente romper tantas vezes."

"Acho que não lhes demos muitas chances de entrar atrás e de conseguir oportunidades de marcar gols. E também funcionou para nós, fomos capazes de quebrá-los, de ter espaço."

O empate os deixou os EUA com a chance de decidir a vaga nas oitavas de final diante do Irã, que ressuscitou sua campanha no Mundial ao derrotar Gales por 2 x 0 na sexta.

A falta de uma ameaça consistente de marcar gols tem sido uma preocupação da equipe norte-americana desde sua campanha de classificação e é a chave final que eles precisam encontrar para destravar seu potencial.

"Faltava uma coisa --colocar a bola na rede", acrescentou McKennie. "Os passes finais estavam lá. Foi um azar. Mas conquistamos um ponto e ele está em nossas mãos."