Técnico da Argentina diz ser "loucura" jogar novamente em dois dias

Técnico da seleção da Argentina, Lionel Scaloni, durante partida contra a Polônia na Copa do Mundo do Catar

Por Andrew Cawthorne

DOHA (Reuters) - O técnico da seleção da Argentina, Lionel Scaloni, disse ser "loucura" sua equipe jogar as oitavas de final da Copa do Mundo do Catar contra a Austrália com apenas dois dias de descanso após sua última partida na fase de grupos.

Os sul-americanos venceram a Polônia por 2 x 0 na quarta-feira para terminar com a liderança de seu grupo e marcar o confronto de sábado.

"Acho que é uma loucura absoluta jogar em quase dois dias quando estamos na liderança do grupo. Não consigo entender", disse Scaloni, falando com jornalistas depois do jogo no Estádio 974 de Doha, que terminou pouco antes da meia-noite no horário local.

"Que horas são? Quase uma hora da manhã ... Quinta-feira, o dia seguinte é para a preparação e depois jogamos. Essas não são boas condições, mas é o mesmo para todos. Somos os primeiros do grupo. Poderíamos ter tido mais descanso."

A Austrália só se beneficiará de mais algumas horas de recuperação e preparação do que a Argentina, dado que a última partida dos australianos na fase de grupos foi concluída mais cedo na quarta-feira.

Mas os comentários de Scaloni tocam na controvérsia mais ampla sobre a realização da Copa do Mundo no Catar, devido às condições quentes e ao horário mais apertado.

A Argentina reencontrou seu ritmo ao bater o México e a Polônia confortavelmente no Grupo C, após sua chocante derrota na estreia para a Arábia Saudita. Mas Scaloni disse que eles devem estar atentos à Austrália, que chegou às oitavas de final após vitórias sobre Dinamarca e Tunísia.

"Nossos torcedores devem gostar disso. Estamos felizes hoje, mas não queremos ficar eufóricos", disse ele.

"Todos os jogos são difíceis. Quem pensa que a partida contra a Austrália será fácil, está enganado. Nós não somos favoritos. Se você acha que só porque ganhamos hoje, vamos nos tornar vencedores da Copa do Mundo, está enganado", disse.

Scaloni disse que tirou o atacante Angel Di María no segundo tempo para protegê-lo. "Di María sentiu algum desconforto em seu quadríceps e decidimos substituí-lo. Se há uma chance de ele se machucar, então não vale a pena", disse ele.

Ele elogiou sua equipe por neutralizar os contra-ataques da Polônia e manter o atacante Robert Lewandowski quieto.

"Nós não permitimos realmente que eles contra-atacassem. O mérito foi nosso. Acho que lemos a partida muito bem. Meus jogadores fizeram um ótimo trabalho. Eles jogaram muito bem e eu estou muito feliz."