Sylvinho liga queda de rendimento do Corinthians fora de casa a novo perfil da equipe após a chegada de reforços

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É inquestionável que o Corinthians mudou de status no Campeonato Brasileiro depois que passou a contar com o quarteto de reforços formado por Renato Augusto, Giuliano, Willian e Róger Guedes. Antes cotado a brigar contra o rebaixamento, o time ganhou qualidade técnica significativa após a chegada destes jogadores, evoluiu e atualmente está na luta direta para conquistar uma vaga no G4, a zona de classificação à fase de grupos da Copa Libertadores.

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Entretanto, neste segundo turno do Brasileirão no qual começou a utilizar todos estes novos nomes de peso antes de perder Willian por lesão, o Alvinegro vem amargando um desempenho em partidas fora de casa que é inverso ao bom rendimento que a equipe apresentou na primeira metade da competição.

Ao ser superado por 1 a 0 pelo Flamengo na noite da última quarta-feira, no Maracanã, o Timão amargou a sua sétima partida seguida sem vitórias como visitante no torneio, sendo que nesta série sofreu quatro derrotas e somou três empates. O último triunfo longe de Itaquera foi em 28 de agosto, quando bateu o Grêmio por 1 a 0, em Porto Alegre, na penúltima rodada do primeiro turno.

Ao analisar este fato após o revés diante dos flamenguistas no Rio de Janeiro, o técnico Sylvinho abordou o assunto de forma curiosa, apontando a mudança de perfil ocorrido com a sua equipe no decorrer do Brasileirão e o processo de construção de um novo time titular como motivos que podem ter colaborado para o longo jejum fora de casa. Ele lembrou que possuía uma formação com jogadores que tinham características de mais marcação, enquanto agora dispõem de atletas mais técnicos, principalmente no seu meio-campo.

- Nós passamos o primeiro turno inteiro respondendo ao contrário: Por que que o time do Corinthians performa fora e não performa em casa? E por que não performava em casa e agora performa? Isso porque é um time que se constrói, que está buscando a sua identidade. É um time que mudou, chegaram dois, três, quatro atletas. E muda quando você perde um time mais mecânico e ganha um time mais técnico. E com um time mais técnico muitas vezes você consegue pressionar menos (na marcação) e tem de buscar algumas alternativas de equilíbrio do time. Ou seja, pra você ver a alternância nossa no campeonato dentro de casa e fora - analisou o técnico, em entrevista coletiva.

DE 3º MELHOR VISITANTE NO 1º TURNO A TIME EM JEJUM FORA DE CASA

Vale lembrar que o Corinthians vivia situação inversa à atual no primeiro turno do Brasileirão, no qual fechou a metade inicial do torneio com a terceira melhor campanha como visitante, atrás apenas de Red Bull Bragantino e Atlético-MG. Porém, foi apenas o 18º (antepenúltimo) melhor mandante deste período, no qual não pôde contar com o apoio de sua torcida como ocorre agora por causa da obrigação de atuar com os portões fechados pela pandemia da Covid-19.

E ao mesmo tempo em que amarga hoje um jejum de sete jogos fora de casa, o Timão enfrentará o Santos neste domingo, às 16h, na Neo Química Arena, pela 34ª rodada da competição, atrás do sétimo triunfo consecutivo em Itaquera. Ao bater o Cuiabá por 3 a 2 no sábado, inclusive, igualou uma sequência com 100% de aproveitamento em seu estádio que não ocorria desde 2017, quando ganhou seis jogos seguidos na campanha do seu sétimo título brasileiro.

Sylvinho admite a decepção com a queda brusca de desempenho longe de Itaquera, mas destaca que o Corinthians precisa ter a sua performance como visitante no segundo turno analisada também com base na força dos seus sete últimos adversários nestes duelos fora de casa, embora já tenha enfrentado os mesmos rivais na condição de mandante na metade inicial do Brasileirão.

- Tem outras variáveis. Tirar um trecho do contexto não é verdade, temos de analisar quem são esses sete rivais. Agora estamos buscando um time que ganhe fora e em casa. Isso necessita construção. Primeiro turno era o contrário. Esse time vai se moldando - completou o comandante, que após o clássico deste domingo vai enfrentar o Ceará, em Fortaleza, na próxima quinta-feira, então 89 dias depois da última vitória obtida pelo seu time longe de Itaquera.

FORMAÇÃO IGUAL, DESEMPENHO DIFERENTE

Após a vitória sobre o Cuiabá, Sylvinho manteve a mesma escalação utilizada naquele jogo no confronto diante do Flamengo. A única modificação, mas por motivo de volta de suspensão e sem alterar o padrão tático da equipe, foi o retorno de Fábio Santos no lugar de Lucas Piton. E desta vez o time também não soube aproveitar o fato de que Renato Gaúcho poupou titulares de peso no Rubro-Negro visando a final da Libertadores, no dia 27, contra o Palmeiras.

O treinador corintiano, entretanto, minimizou o peso desta opção do técnico adversário como um benefício ao Corinthians e preferiu exaltar a força do Fla mesmo atuando com vários jogadores considerados reservas em campo.

- Com relação ao desempenho, não foi bom, obviamente não foi bom, não tivemos um bom jogo. Repetimos um time que vinha de um resultado favorável em casa. Mas, claro, se trata de um jogo fora, um rival muito forte tecnicamente, independentemente das mudanças que houve, é um adversário que é o atual bicampeão brasileiro, finalista desta Libertadores. É um adversário credenciado, com muita qualidade técnica, independentemente de qualquer situação - enfatizou Sylvinho, cuja equipe terá apenas mais duas oportunidades de vencer como visitante nesta reta final do Brasileirão.

Após encarar o Ceará na próxima quinta-feira, no Castelão, o Corinthians fará duas partidas seguidas em Itaquera, contra o Athletico-PR e o Grêmio, nos respectivos dias 28 de outubro e 5 de novembro, antes de fechar campanha contra o Juventude no dia 9, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.

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