Suspeito de envolvimento na morte de Daniel era jogador do Paraná

David William Vollero Silva, de 18 anos, suspeito de participar da tortura e da morte de Daniel, também era jogador de futebol. Ele fazia parte da equipe Sub-17 do Paraná Clube, mas teve seu contrato rescindido nesta semana, conforme mostra o registro do Boletim Informativo Diário (BID) da CBD. A informação foi publicada primeiramente pelo UOL Esporte.

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Em seu depoimento ao Amadeu Trevisan, delegado do caso e da Polícia Civil do Paraná, David revelou que conversou com Daniel sobre futebol durante a festa na casa de Allana Britter, horas antes de presenciar as agressões ao jogador.

O garoto está preso de forma temporária e disse que foi de carro com Edison e mais dois suspeitos até o local onde o meia do São Paulo foi morto. Contudo, relata que não viu o momento do assassinato, mas ouviu barulhos de sufocamento. Segundo ele, Edison teria ordenado para que ficasse dentro do carro.

David estava no Paraná Clube desde 2016 e foi campeão paranaense Sub-17 no mesmo ano. Ele tinha contrato não-profissional até outubro e segundo o clube, o jogador já havia sido dispensado em maio por questões técnicas, mas que o seu contrato só foi rescindido na última terça-feira.

Vítima do caso, Daniel foi encontrado morto no último dia 27 em uma plantação de pinos, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Ele pertencia ao São Paulo e estava emprestado para o São Bento (SP). Daniel surgiu nas categorias de base do Cruzeiro. Antes de se tornar profissional, reforçou o Botafogo em 2013, no qual teve espaço na equipe principal e se destacou no ano seguinte. Em dezembro de 2014, chegou a conversar com o Palmeiras, mas foi reprovado nos exames médicos e acabou contratado pelo São Paulo.

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