Surtos de Covid-19 em hotéis olímpicos causam frustração e medo de contágio

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Equipe olímpica de judô do Brasil chega para treinamento em ginásio em Hamamatsu, no Japão

Por Ju-min Park e Eimi Yamamitsu e Antoni Slodkowski

TÓQUIO (Reuters) - Surtos de coronavírus envolvendo equipes olímpicas no Japão transformam hotéis de cidades pequenas em instalações da linha de frente da batalha contra a pandemia encarregadas de implantar medidas de saúde complexas para proteger atletas de elite e um público temeroso.

As infecções atingem ao menos sete equipes chegando ao país a uma semana da cerimônia de abertura de 23 de julho e depois de a cidade-sede Tóquio relatar seu maior número diário de infecções novas de Covid-19 desde o final de janeiro.

Especialistas de saúde e funcionários de hotéis dizem que os surtos enfatizam os riscos de se realizar o maior evento esportivo do mundo no meio de uma pandemia global em um país em grande parte ainda não-vacinado.

Como exemplo, 49 membros da equipe de judô do Brasil estão sendo mantidos isolados desde que oito casos de Covid-19 foram descobertos entre os funcionários do hotel em que a delegação está hospedada em Hamamatsu, a sudoeste de Tóquio.

Nenhum dos judocas foi diagnosticado, mas a frustração com seu isolamento cresce enquanto as autoridades de saúde trabalham para conter o surto.

Um membro da equipe disse que os atletas estão usando elevadores separados e que aqueles que trabalham com eles são priorizados nos exames de Covid-19. As refeições são realizadas na área de alimentação em espaços separados e os atletas estão hospedados em andares separados.

(Reportagem adicional de Elaine Lies, Sakura Murakami, Rocky Swift, Ami Miyazaki e Mari Saito)

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