Surreal! Galo garante classificação às oitavas da Libertadores em noite triste para o futebol

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A Colômbia vive uma crise sem precedentes, e é praticamente impossível entender como o jogo entre América de Cali e Atlético-MG, pela Libertadores, foi autorizado. Mesmo com a escolha de Barranquilla como sede, o cenário foi o mais brutal possível. Protestos, bombas...tudo do lado de fora do estádio Romelio Martínez, mas com interferência direta no andamento da partida. Ou seja, a vitória dos brasileiros por 3 a 1 e a consequente vaga às oitavas de final ficaram totalmente em segundo plano.

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Logo em seu primeiro tempo, que teve inacreditáveis 61 minutos, o duelo parou diversas vezes por conta da incapacidade dos atletas em lidarem com o gás lacrimogêneo Algo, simplesmente desumano. Os próprios protagonistas do embate não entendiam como era possível eles estarem campo diante de tamanha barbárie. Enquanto isso, mais explosões, mais conflitos.

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De alguma forma, se tentava levar adiante um jogo válido pela principal competição do continente. Mas não tinha como. O gol de Hulk - que abriu o placar, seguido pelo empate de Moreno, deram lugar a uma cena patética. Os jogadores, simplesmente, utilizaram os últimos momentos para tocar a bola e esperar o tempo passar. Correr? Não tinha como. Eram, aí, os personagens do esporte fazendo o seu protesto e não querendo jogar mais.

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Não tinha condições. Ardia tudo. Uma das piores sensações que já passei em um campo de futebol. Não quero nunca mais passar por isso.Guga, lateral do Atlético-MG

Porém, mais uma vez, alguém "superior" colocou os interesses comerciais acima do lado humano sem olhar para as mazelas que assolam a sociedade - e o esporte, convenhamos, não pode ficar alheio a isso. Era nítido que não havia a menor condição de se fazer futebol em uma noite, simplesmente, triste. Quando se pensava que as autoridades competentes suspenderiam a partida, o árbitro Andrés Cunha retornou para o gramado sorrindo e autorizou o início do segundo tempo. Com a bola rolando quase que de forma melancólica, Guilherme Arana e Vargas (este um golaço, já nos acréscimos) fizeram mais dois para os mineiros. Mas, convenhamos: ficou difícil comemorar os dez pontos e a primeira colocação do Grupo H com todo mundo, volta e meia, tendo que levar a mão aos olhos, mais uma vez, pelo efeito do gás. Sobra alguma lição?

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