Surfe foi menos brasileiro no Havaí

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Samuel Pupo foi o melhor brasileiro do Challenger Series e único a subir no pódio em Haleiwa (Havaí). Foto: Instagram
Samuel Pupo foi o melhor brasileiro do Challenger Series e único a subir no pódio em Haleiwa (Havaí). Foto: Instagram

Menos Brasil, mais mundo. Talvez esse seja um resumo dos classificados entre os homens para o tour dos sonhos. Dentre eles apenas DOIS brasileiros: Samuel Pupo e João “Chumbinho” Chianca.

E se você assistiu as transmissões do surfe nas Olimpíadas ou acompanhou o BBB 20 deve ter ouvido esses dois sobrenomes. Apesar do talento com a câmera e também nos comentários, os irmãos mais velhos escrevem história no surfe. 

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Lucas Chumbo é um dos maiores nomes das ondas grandes e Miguel Pupo é um dos mais experientes surfistas do Championship Tour (CT). Mas “os caras do momento” são os caçulas da família que fizeram uma campanha consistente nas quatro etapas do Challenger Series (divisão de acesso). Como previsto, a última etapa foi um capítulo a parte, que deixou brasileiros vivendo momentos tensos e contou com muitas surpresas.

Quem ficou?

Lucas Silveira e Matheus Herdy chegaram a Haleiwa no top 20. Lucas, que foi campeão mundial júnior de 2016, seguia bem na sua primeira bateria da competição até o australiano Jack Robinson encontrar a melhor onda da bateria (8.90) e o brasileiro caiu logo na estreia.

Já Matheus Herdy vinha em uma grande temporada. Tinha feito uma semifinal do CT, na etapa do Corona Open México e seguia bem na divisão de acesso. Mas, por uma infelicidade do destino, ele estava mesma bateria do que o campeão da última etapa do CS: o bicampeão mundial e já classificado John John Florence 

ELE voltou 

Foram exatos 7 meses. O bicampeão mundial John John Florence deixou o campeonato na terceira etapa do tour, abriu mão da vaga nas olimpíadas para tratar do joelho esquerdo, que já fora um problema em 2019. Após 18 meses de fisioterapia e cirurgia, ele tirou qualquer dúvida sobre voltar a surfar em alto nível e fez sua melhor apresentação em anos. De quebra, conquistou o título da última etapa do Challenger Series - mesmo já classificado no mundial.

APENAS TATI WEST 

Em 2020, o surfe feminino brasileiro se manterá apenas com Tatiana WestonWebb. A brasileira foi cabeça de chave nesse CS, mas já classificada do CT, a sua derrota na estreia encerrou a chance de um potencial título brasileiro no ano. Summer Macedo foi a brasileira mais bem qualificada, mas caiu ainda no grupo das 32 melhores surfistas da competição. Silvana Lima não foi ao Havaí e, assim, ficou sem nenhuma chance de classificar.

CIRCUITO (CADA VEZ +) MUNDIAL 

Pela 1ª vez na história, o Peru terá um representante no tour do sonhos. O país que é um dos berços do surfe terá Lucca Mesinas pra levar a bandeira do país. Mas a ideia de um circuito cada vez mais plural não se restringe apenas ao Peru. O costa-riquenho Carlos Munoz também faz sua estreia no circuito mundial. A entrada de ambos é sinaliza um campeonato de surfe cada vez mais internacional que beneficie tanto a World Surf League pelos novos públicos/ espectadores, mas também seja o resultado de ciclos olímpicos, que deixam surfistas do mundo todo no mesmo nível de surfe.

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