Surfe feminino coroa multicampeã, brasileira brilha e a igualdade de valores é conquistada

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Stephanie Gilmore conquistou seu 7º título mundial (ED SLOAN/WSL)
Stephanie Gilmore conquistou seu 7º título mundial (ED SLOAN/WSL)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

Após 10 disputadas e espetaculares etapas, o Mundial de Surfe feminino terminou nesta semana em Honolua Bay, no Havaí. O grande destaque da temporada, claro, foi Stephanie Gilmore.

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A australiana conquistou nada menos do que o heptacampeonato mundial e se igualou a outra australiana lendária, Laney Beachley, como a maior vencedora de todos os tempos entre as mulheres. Em 2018, foram três taças (Bells Beach, Saquarema e Jeffreys Bay) e mais duas finais (Huntington Beach e Surf Ranch).

Na última e derradeira etapa da temporada, Stephanie Gilmore parou na semifinal. Quem ficou com o troféu foi Carissa Moore, que conquistou o título em Maui pela terceira vez ao bater a também havaiana Malia Manuel na decisão com direito a tubo enorme e nota 10 perfeita.

Com a segunda conquista da temporada, repetindo a vitória no Surf Ranch, a tricampeã mundial Carissa terminou o ano na terceira colocação.

Vice com campanha de campeã

Campeã e vice tiveram desempenhos espetaculares em 2018 (WSL/KELLY CESTARI)
Campeã e vice tiveram desempenhos espetaculares em 2018 (WSL/KELLY CESTARI)

Quem também teve um ano digna de campeã foi Lakey Peterson. Em sua sétima temporada entre as melhores do mundo, a americana teve seu melhor desempenho com dois títulos (Gold Coast e Bali) e outras duas finais (Saquarema e Jeffreys Bay).

Com apenas 24 anos, sem dúvida nenhuma Lakey estará na briga por um inédito título mundial nas próximas temporadas.

As brasileiras

Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb são as brasileiras no tour (MONTAGEM/WSL)
Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb são as brasileiras no tour (MONTAGEM/WSL)

A temporada começou com uma e terminou com duas surfistas defendendo as cores brasileiras. Desde 2008 competindo no mais alto nível, Silvana Lima vinha fazendo uma temporada regular até o meio do ano, quando sofreu uma séria lesão no joelho durante a etapa da Jeffreys Bay.

Vice-campeã em 2008 e em 2009, a cearense teve como melhor resultado no ano uma semifinal em Bells Beach. Por conta de seus bons resultados na Divisão de Acesso, nossa guerreira estará mais uma vez no WCT em 2019.

A partir de abril, o Brasil ganhou mais uma representante. Filha de pai inglês e mãe brasileira, Tatiana Weston-Webb nasceu em Porto Alegre, mas sempre competiu pelo Havaí, onde cresceu e desenvolveu seu surfe. Ela tem dupla nacionalidade e em 2018 optou pelo verde e amarelo de olho em uma vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. 

Neste ano, Tati teve seu melhor resultado como surfista profissional, terminando a temporada como a terceira melhor surfista do mundo. Foram dois vice-campeonatos, em Bells Beach e em Uluwatu.

Lesões

Tyler Wright conquistou o bicampeonato mundial em 2016 e 2017 (WSL/DIVULGAÇÃO)
Tyler Wright conquistou o bicampeonato mundial em 2016 e 2017 (WSL/DIVULGAÇÃO)

Além de Silvana Lima, outras duas surfistas de peso sofreram com as lesões em 2018. Bicampeã mundial em 2016 e 2017, a australiana Tyler Wright ficou fora das últimas cinco etapas do ano por conta do vírus Influenza. A expectativa é que em 2019 ela volte normalmente ás competições.

Já a americana Courtney Conlogue quebrou o pé logo no início do ano e não disputou quatro etapas no primeiro semestre. Mas ela voltou com tudo ao Circuito Mundial e venceu em Huntington Beach e em Hossegor.

Igualdade de premiação

Disputa dentro da água à parte, o surfe feminino teve uma grande conquista durante o ano de 2018. No início de setembro, a World Surf League anunciou que a partir da próxima temporada, homens e mulheres terão direito ao mesmo valor em premiações.

Igualdade de premiações foi divulgada no Surf Ranch, em setembro (DIVULGAÇÃO/WSL)
Igualdade de premiações foi divulgada no Surf Ranch, em setembro (DIVULGAÇÃO/WSL)

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