Surfe feminino brasileiro: a criação do Circuito Nacional

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A carioca Deborah Farah foi a primeira campeã brasileira de surfe, em 1997 (BASILIO RUY/FLUIR)
A carioca Deborah Farah foi a primeira campeã brasileira de surfe, em 1997 (BASILIO RUY/FLUIR)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

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Você viu aqui no Yahoo Esportes como foram os primeiros passos das mulheres brasileiras no surfe. A caminhada foi longa e teve muitos altos e baixos.

Depois de um tempo ausentes por conta da ditadura, as meninas começaram a reaparecer na água na década de 1980. Mas foram os anos 90 que realmente legitimaram o surfe feminino como um esporte. O ‘boom’ da moda surfe no país e o sucesso brasileiro no bodyboard feminino ajudaram a modalidade a se desenvolver e ganhar terreno.

O circuito brasileiro

O Circuito Brasileiro de Surfe Profissional foi criado em 1987, mas apenas 10 anos depois a categoria feminina foi incluída na competição. A carioca Deborah Farah foi a primeira campeã em uma temporada composta por apenas quatro etapas. Nos dois anos seguintes, as categorias de base também foram incluídas e após três eventos, as cariocas Brigitte Mayer e Andrea Lopes conquistaram os títulos entre as profissionais.

Em 2000, o campeonato anual Super Surf chegou para mudar o status do esporte no país. Com muito incentivo, patrocinadores e boas premiações, o circuito durou 10 anos. Neste meio tempo, Andrea Lopes ganhou mais três títulos e ficou com quatro troféus nacionais, assim como a cearense Tita Tavares (2000, 03, 07 e 08). Também do Ceará, Silvana Lima venceu o evento em 2004 e 2005. A paulista Suelen Naraisa (2009 e 2010) e a paraibana Diana Cristina (2011) são as outras atletas a conquistar o campeonato nacional nesse formato.

A cearense Tita Tavares ganhou quatro vezes o Super Surf (EVERARDO SANTANA/EMFOCOSURF)
A cearense Tita Tavares ganhou quatro vezes o Super Surf (EVERARDO SANTANA/EMFOCOSURF)

Com o final do circuito, depois de uma década de Super Surf e duas temporadas de Brasil Surf Pro, o surfe feminino ficou desamparado.

Enquanto os homens decidiram o campeão nacional por meio de eventos regionais, as meninas não tiveram competições. Em 2014, por exemplo, uma única etapa feminina foi disputada no país (Saquarema Para Mulheres) e Silvana Lima ganhou o terceiro de seus quatro títulos nacionais.

Os últimos anos foram tenebrosos para o surfe competitivo nacional feminino. Organizado pela família dos irmãos e surfistas profissionais Suelen Naraisa e Wiggolly Dantas, alguns eventos anuais foram disputados na praia de Itamambuca, em Ubatuba, e definiram as campeãs brasileiras.

No ano de 2015 deu a lendária ex-top do mundo Jacqueline Silva (SC). Silvana Lima conquistou o tetracampeonato nacional em 2016. Em 2017 foi a paulista Luana Coutinho que levou a melhor. E no ano passado, Camila Cássia ficou com o título após quatro etapas. Camila surpreendeu em casa no último evento e comemorou seu primeiro título brasileiro em Itamabuca.

Camila Cássia é a atual campeã brasileira de surfe (DANIEL SMORIGO)
Camila Cássia é a atual campeã brasileira de surfe (DANIEL SMORIGO)

Já mostramos aqui no Yahoo Esportes como o surfe feminino brasileiro surgiu e como se desenvolveu em águas brasileiras. Mas as nossas guerreiras lutaram e viajaram para muito mais longe e mostraram as nossas cores em outros mares. É isso que iremos mostrar na terceira reportagem dessa série especial.

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