"Superfeliz", Cláudia Gadelha estuda lutar em até três categorias no UFC

AgFight

Cláudia Gadelha deixou a equipe Nova União, onde foi revelada, há cerca de dois anos, em busca de uma nova maneira de treinar. E, depois de passar por Albuquerque, no estado americano do Novo México, ela se estabeleceu em Las Vegas (EUA) e divide seu tempo de treinamento entre a academia Xtreme Couture e o UFC Performance Institute. Em entrevista exclusiva à Ag Fight nesta quarta-feira (5), ela se declarou “superfeliz” com a vida na cidade-sede do Ultimate e, como consequência, revelou que tem planos audaciosos: cogita lutar em até três categorias diferentes.

A peso-palha (52 kg) brasileira, que enfrenta Nina Ansaroff no UFC 231, neste sábado (8), analisou o processo de adaptação aos Estados Unidos e classificou Vegas como um dos motivos pelos quais se sente bem com os rumos de sua carreira. De acordo com ‘Claudinha’, não há como dissociar qualidade de vida social das suas atividades profissionais.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

“Foi uma fase da minha vida na qual eu continuei treinando forte e lutando, mas não conseguia encontrar um lugar onde eu me sentisse feliz e realizada. Porque o treino é importante, mas a vida social e ser feliz tem muito a ver com o resultado da nossa performance. Então, minha mudança para Vegas tem feito toda a diferença na minha vida. Fiz bons amigos, tenho ótimos parceiros de treino, voltei a treinar jiu-jitsu com pessoas qualificadas… Nos últimos dois anos eu meio que concentrei na parte em pé e no wrestling, não tinha um treinador de jiu-jitsu. E o jiu-jitsu é bem forte em Vegas. E é de onde eu vim, minhas raízes são do jiu-jitsu, então isso tem me feito grande diferença também na parte de ser feliz, gostar da cidade e das pessoas. Então, estou superfeliz com o resultado dessa mudança”, comentou.

E, se o astral elevado pode ser um fator determinante para a confiança dentro do cage, é provável que a satisfação pessoal de Gadelha em Las Vegas tenha a ver com a ideia de lutar em até três categorias no Ultimate. Segundo a potiguar, subir para o peso-mosca (57 kg) está nos planos, assim como tentar a sorte no peso-átomo (48 kg), caso o UFC crie tal divisão.

“Não tenho problema nenhum em bater 52 kg, eu ando com 58 kg, 60 kg, não tenho problema nenhum em bater 52 kg, mas às vezes eu fico pensando que seria melhor e eu conseguiria performar ainda melhor, se eu não tivesse de fazer o desgaste da perda de peso. Então, eu penso na possibilidade de fazer uma luta de 57 kg, né, e ao mesmo tempo pela facilidade do corte de peso e pelos rumores que vêm surgindo em relação às lutas da categoria de baixo, 48 kg, que eu acho que eu bateria superfácil, sabe. É uma questão que depende do momento, da adversária e da minha vontade de fazer ou não”, analisou.

“Eu acho que todos os lutadores conseguiriam performar muito melhor se não tivessem de passar pelo desgaste da perda de peso. mesmo considerando a evolução do esporte, todos os médicos, os nutricionistas envolvidos no corte de peso fazendo isso ser cada vez menos desgastante para a gente, eu acredito que se não tivéssemos de passar por isso, as lutas seriam ainda melhores”, disse ‘Claudinha’.

Gadelha vem de vitória por decisão dividida sobre Carla Esparza, em junho. Na ocasião, porém, ela revelou ter feito o combate com uma lesão prévia no joelho. Ela tem 16 vitórias e três derrotas como profissional de MMA.

Leia também