Fifa alerta que decreto migratório de Trump pode impedir EUA de sediar Copa

Londres, 9 mar (EFE).- O presidente da Fifa, Gianni Infantino, alertou nesta quinta-feira, em Londres, que o novo e polêmico decreto migratório do governo de Donald Trump contra cidadãos de seis países de maioria muçulmana poderia impedir os Estados Unidos de sediar uma Copa do Mundo no futuro.

Infantino afirmou, após uma cúpula da Fifa na capital britânica, que os EUA deverão garantir a entrada no país de jogadores, treinadores, árbitros e torcedores se quiser organizar o Mundial de 2026, o primeiro que será disputado com 48 seleções.

Os EUA são os favoritos para sediar a Copa do Mundo daqui nove anos, seja em candidatura individual ou conjunta com um de seus dois vizinhos, México e Canadá.

O presidente dos EUA assinou na segunda-feira um novo decreto que proíbe a concessão de vistos a cidadãos de seis países de maioria muçulmana - Síria, Irã, Líbia, Iêmen, Somália e Sudão -, que entrará em vigor na próxima quinta-feira.

"Trump é o presidente dos EUA e tenho muito respeito pelo que faz. Ele, junto a seu governo, toma as decisões que acredita serem melhores para seu país, e por isso foi eleito", disse Infantino no aeroporto de Heathrow, o principal da capital britânica.

"Quando se trata de uma competição da Fifa, qualquer equipe, incluindo seus torcedores e a delegação dessa equipe, que se classifica para um Mundial tem que ter acesso ao país. Caso contrário a Copa do Mundo não será realizada lá", completou.

A nova ordem executiva de Trump pode prejudicar, além da candidatura dos EUA à Copa do Mundo de 2026, a tentativa de Los Angeles de organizar os Jogos Olímpicos de 2024.

Dos seis países que o governo americano proibiu concessão de vistos, o Irã é o melhor classificado no ranking da Fifa, na 33ª colocação. Além disso, o país participou de quatro edições da Copa do Mundo (1978, 1998, 2006 e 2014). EFE