Suíça e Sérvia teve troca de provocações em comemorações de gol

O suíço Xherdan Shaqiri comemora gol na Copa do Mundo. Foto: Mike Egerton/PA Images via Getty Images
O suíço Xherdan Shaqiri comemora gol na Copa do Mundo. Foto: Mike Egerton/PA Images via Getty Images

Suíça e Sérvia entraram em campo nesta sexta-feira pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, disputando a segunda vaga do grupo G, o mesmo do Brasil. O jogo, que terminou 3 a 2 para a Suíça teve além de muitos gols, muita provocação de ambos os lados.

Os suíços abriram o placar com Xherdan Shaqiri, jogador nascido em Kosovo e que foi morar na Suíça ainda criança. Shaqiri comemorou o gol com um gesto de “cala boca” para a torcida sérvia, que o vaiava a cada toque na bola. Seis minutos depois a Sérvia empatou, com Aleksandar Mitrovic, e nove minutos depois virou o jogo com Dusan Vlahovic, que repetiu o gesto de Shaqiri, dessa vez direcionado aos suíços.

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O jogo seguiu e após nova virada, dessa vez da Suíça, a tensão quase descambou para a violência mais de uma vez. Foi o segundo encontro em Copas dos dois países e novamente as questões políticas que envolvem a Sérvia, Kosovo e a Albânia foram assunto recorrente antes, durante e após o jogo. Granit Xhaka, uma das estrelas da Suíça fez gesto obsceno em direção ao banco sérvio, o que desencadeou uma grande discussão entre todos os jogadores dentro e fora de campo.

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Na Copa de 2018 Suíça e Sérvia também havia se enfrentado pela fase de grupos, com vitória dos suíços por 2 a 0, com gols de Xhaka e Shaqiri, ambos presentes também no jogo de hoje. Naquela ocasião os dois comemoraram os gols fazendo um gesto com as mãos que remetia a uma ave, a águia presente na bandeira da Albânia, país que concentra 90% do povo kosovar. A Suíça é uma seleção que conta com muitos descendentes de imigrantes, incluindo famílias sérvias, croatas e kosovares. Xhaka é albanês-kosovar apesar de ter nascido na Suíça. Seu pai era uma liderança separatista da região do Kosovo, e foi preso por liderar manifestações pela independência da região. Foi torturado e espancado na prisão onde cumpriu 3 anos de pena. Em 1990 quando foi posto em liberdade o pai do jogador tomou a decisão de mudar a família para a Suíça.

A Sérvia não reconhece a independência do Kosovo e em 1999 foi bombardeada pela OTAN, o que deu a início à uma sangrenta guerra entre guerrilheiros albaneses-kosovares e as tropas sérvias, à época ainda sob o nome de Iugoslávia. Desde então o Kosovo é administrado pelas Nações Unidas e OTAN.