STJD determina a não homologação de Náutico e Paysandu, mas não paralisa Série C

Gazeta Press

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo César Salomão Filho, homologou nesta sexta-feira o pedido de impugnação da partida entre Náutico e Paysandu, realizada no último dia 8 de setembro, válida pelo confronto de volta das quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro, e determinou a não homologação do resultado por parte da CBF. A decisão ocorreu após pedido do clube paraense, mas não paralisa o prosseguimento do torneio nacional.

Após reclamar de possível erro de arbitragem, em marcação do pênalti que gerou o gol do Náutico, a diretoria do Papão do Curuzu foi até a sede da CBF no Rio de Janeiro no inicio da semana para oficializar o pedido de anulação, alegando grave erro de direito no lance.

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Árbitro Leandro Vuaden marcou pênalti de forma polêmica (Foto: Léo Lemos/Divulgação)

Mesmo com a decisão, o STJD não interrompeu a Série C, que ocorrerá paralelamente ao julgamento do caso. Após eliminar os paraenses, o Náutico encara o Juventude nas semifinais. O primeiro jogo está marcado para o próximo domingo, às 18h (horário de Brasília), no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.

Presidente fala em “latrocínio”

Na última segunda-feira, o presidente do Paysandu, Ricardo Gluck, conversou com a Gazeta Esportiva e deixou muito clara sua insatisfação com o ocorrido na partida.

“Não estamos lamentando aqui os três pontos. As pessoas falam: ‘O Paysandu foi assaltado’. Eu digo que foi um latrocínio, porque, além de do assalto, fomos assassinados. Sem o acesso, perdemos de R$ 12 a R$ 15 milhões. No orçamento anual de um clube da região Norte, isso é quase um decreto de vida e morte”, disse Gluck.

O presidente também citou algumas “nebulosidades” em torno da partida disputada no Estádio dos Aflitos. Na visão de Gluck, a escalação do experiente Leandro Vuaden para apitar o jogo contra o Náutico não foi adequada.

“Além de não ser Fifa, já está em fim de carreira e deve se aposentar no ano que vem”, criticou o dirigente. “Existem erros de fato e de direito. No nosso caso, houve erro de direito, porque no lance não cabe interpretação. Quando são dois companheiros, eles não fazem pênalti entre si. Então, esse pênalti foi inventado”, acrescentou.

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