STJD determina não homologação de Náutico x Paysandu, mas manda Série C continuar

Goal.com
Paulo César Salomão Filho, mandatário do STJD, determina a não computação do jogo válido pela volta das quartas de final da Série C. Torneio prossegue
Paulo César Salomão Filho, mandatário do STJD, determina a não computação do jogo válido pela volta das quartas de final da Série C. Torneio prossegue

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deu resposta positiva à solicitação do Paysandu para não homologar o resultado do jogo contra o Náutico, que deu aos recifenses o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. A entidade, entretanto, rechaçou a paralisação do torneio nacional.

Paulo César Salomão Filho vai analisar o pedido de impugnação e informou à CBF para não computar o resultado do duelo ocorrido nos Aflitos.

"Recebo a presente impugnação e determino que se dê imediato conhecimento da instauração do processo ao Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, para que não homologue o resultado da partida realizada no dia 08/09/2019, válido pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro da Série C 2019, entre Paysandu e Náutico Capibaribe", disse o presidente do STJD no site oficial da entidade.

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"No que se refere ao requerimento de tutela provisória, tenho que deva ser indeferido. É que em que pese os ponderosos argumentos trazidos pela defesa da Impugnante, revela-se inegável que o dano reverso que decorreria imediatamente em consequência da medida vindicada, qual seja, a paralisação da fase final do Campeonato Nacional da Série C, revela-se demasiadamente acentuado, não somente para os Clubes envolvidos, mas para todo o Desporto, o que impede a sua concessão”, concluiu.

Entenda o caso

Náutico e Paysandu jogaram no último domingo a partida de volta das quartas de final da Série C. O Paysandu vencia o jogo por 2 a 1 até os 49 minutos do segundo tempo quando o árbitro Leandro Pedro Vuaden marcou pênalti ao time da casa. A bola desviou no braço de Uchôa depois de barter na cabeça de Caíque Oliveira, da mesma equipe.

Na segunda-feira, Ricardo Gluck Paul, presidente do clube paraense, disse que acionaria o STJD alegando "erro de direito". Michel Assef Filho, advogado que defendeu a Ponte Preta contra o Aparecidense, foi contratado para defender o clube. O pedido de impugnação do confronto foi feito na última terça-feira.

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