Presidente que entrou armado em campo na Grécia se desculpa em carta aberta

EFE

Atenas, 13 mar (EFE).- O presidente do PAOK Salônica, Ivan Savvidis, divulgou carta aberta nesta terça-feira como forma de pedido de perdão, por invadir o campo armado, durante jogo contra o AEK Atenas, pela 25ª rodada do Campeonato Grego.

"Quero me desculpar com todos os torcedores do PAOK e todos os amantes do futebol na Grécia e no restante do mundo", escreveu o dirigente.

"Está claro que eu não tinha direito de entrar no campo assim. Minha reação se deve a situação negativa generalizada que reina no futebol grego ultimamente e a todos os eventos inadmissíveis que aconteceram pouco antes do fim do jogo", completou Savvidis.

A confusão começou nos acréscimos do segundo tempo, quando o placar marcava 0 a 0. O zagueiro cabo-verdiano Fernando Varela balançou as redes, a favor do time da casa, do lateral-direito Léo Matos, ex-Flamengo, do lateral-esquerdo Márcio Azevedo, ex-Botafogo, e do volante Maurício, ex-Fluminense.

O lance, no entanto, acabou invalidado por causa de posição irregular do defensor.

Foi quando Savidis invadiu o gramado, junto a um grupo de pessoas. As imagens da transmissão da partida mostraram, diversas vezes, o dirigente levando a mão à cintura, até que, foi possível verificar que ele portava uma arma.

O presidente do PAOK tentou, por diversas vezes, se aproximar do árbitro, mas foi contido, por homens que pareciam seus guarda-costas. Enquanto isso, os jogadores do AEK partiram para o vestiário, temendo um conflito maior.

Kominis e os demais integrantes da equipe de arbitragem também conseguiram deixar o campo de jogo. Pouco depois, foi anunciada a suspensão da partida, com o placar em branco. Enquanto isso, os atletas do time de Salônica seguiram esperando a retomada do duelo, no gramado.

Segundo o presidente, a decisão de anular o gol e paralisar o jogo, poderia gerar uma situação incontrolável, por isso, tentou "proteger dezenas de milhares de torcedores do PAOK, de provocações, confrontos ou que houvesse vítimas".

Savvidis garantiu que não ameaçou ninguém e que é um "refém da ala corrupta dos dirigentes do futebol.

"Estou lutando e seguirei lutando, apesar dos ataques recebidos a todos, por um futebol mais justo, com árbitros honrados em todos os jogos, para que os títulos sejam conquistados nos gramados, não nos escritórios e tribunais", concluiu.

Ontem, Savvidis teve prisão decretada, e também foi anunciada a suspensão, por tempo indeterminado, do Campeonato Grego. EFE


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