Sindicato dos bancários ataca Scolari: 'Fez um desserviço à sociedade'

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A declaração de Luiz Felipe Scolari sobre os bancários continua repercutindo. Depois de o Banco do Brasil e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro rebaterem o treinador, foi a vez de o Sincato dos Bancários e Financiários de Osasco, São Paulo e Região responder ao treinador, pedindo uma retratação oficial.

Na coletiva de apresentação do novo treinador da Seleção Brasileira, Felipão afirmou que, se não estivesse preparado para sofrer pressão, que fosse trabalhar no Banco do Brasil.

"Os bancários do Banco do Brasil, como os de todos os outros bancos no país, estão entre as categorias que mais adoecem, atingindo níveis epidêmicos, em função da pressão e do assédio moral que sofrem nas agências e departamentos das instituições financeiras", disse a carta enviada pelo Sindicato.

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A presidente do órgão, Juvandia Moreira, também se manifestou afirmando que o treinador fez um "desserviço à sociedade" e destacou que Scolari não conhece o cotidiano de uma instituição financeira.

"Convidamos ele a conhecer nossa realidade, ver como funciona o dia a dia de uma agência bancária e a luta que empreendemos pelo fim da pressão e do assédio moral", disparou.

Confira a carta do Sindicato dos Bancários e Financiários de Osasco, São Paulo e Regiões:

"Ao técnico da Seleção Brasileira de Futebol

Luiz Felipe Scolari

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região vem por meio desta expressar sua indignação diante da manifestação feita pelo senhor, como técnico da Seleção Brasileira de Futebol. Ao dizer que “se não quer pressão é melhor não jogar na seleção, vão trabalhar no Banco do Brasil, num escritório”, demonstrou total desconhecimento de causa. Os bancários e o Sindicato sentiram-se desrespeitados pela sua frase, que de forma alguma espelha a realidade do setor, e esperam sua retratação.
Convidamos o senhor a conhecer o trabalho bancário, os funcionários do Banco do Brasil, as agências com longas filas, o ritmo alucinante que faz parte do cotidiano dos trabalhadores de instituições financeiras no nosso país.

Os bancários do BB, como os de todos os outros bancos no país, estão entre as categorias que mais adoecem, atingindo níveis epidêmicos, em função da pressão e do assédio moral que sofrem nas agências e departamentos das instituições financeiras. O modo de gestão dos bancos, que cobra metas abusivas para a venda de produtos e serviços, causa aos trabalhadores do setor doenças como depressão, estresse, síndrome do pânico. Assediados moralmente com a possibilidade de demissão caso não atinjam essas metas, muitos padecem porque precisam do emprego para sobreviver.

O Sindicato mantém luta cotidiana incessante para mudar esse quadro. Inclusive renovou esta semana um acordo com os bancos no sentido de combater o assédio moral que resulta de toda essa pressão.
Encerramos, desejando ao senhor técnico, sorte à frente da seleção e bom desempenho a todos os profissionais na Copa de 2014, trazendo à nação todo orgulho que o Brasil merece









".














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