Mari fala sobre lesão, descarta seleção alemã e flerta com vôlei de praia

Lívia Mendonça e Roberta Dias
Yahoo! Esportes

Marianne Steinbrecher, ou Mari, como é conhecida a atleta campeã olímpica pelo Brasil em 2008, concedeu uma entrevista e não se omitiu sobre asssuntos polêmicos. Atleta de personalidade forte, introspectiva, e que já superou lesões no joelho, no ombro, desconfiança, e até o trauma vivido na seleção em 2004. Na ocasião o Brasil vencia por 24 a 19, e acabou perdendo a  semifinal  para a Rússia.

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Após ser cortada por José Roberto Guimarães para a Olimpíada de Londres, surgiram muitos boatos de que a ponteira brasileira poderia defender a seleção alemã, já que a atleta é de família com origem germânica. Muito direta, Mari respondeu às dúvidas e ainda falou sobre defender o Brasil novamente.

"Essa possibilidade existia, mas nunca disse que realmente iria. Tenho sangue alemão, mas só visto a camisa brasileira. Abri mão de muita coisa em 10 anos, e só defendo o Brasil. E eu não penso em seleção brasileira agora, porque não é o momento. Eu ainda não sei se quero fazer parte de outro ciclo olímpico, tenho tempo para pensar. E a minha meta agora é melhorar".



A atleta defendeu as cores do Fenerbahce, time da Turquia, na última temporada. Após um início sem muito sucesso, Mari acabou sofrendo uma ruptura ligamentar no joelho e ficará afastada por pelo menos 6 meses, durante a recuperação. O processo de desligamento do clube foi difícil, e a jogadora optou por ser operada no Brasil.

"Eu fiquei três semanas para conseguir uma  reunião com o presidente do clube, tudo muito burocrático e difícil. Meu contrato terminaria em maio, mas decidi voltar logo. Vou operar com médicos da minha confiança, no dia 26/03, na Clínica São Vicente. Para o  pós cirurgico, serei acompanhada pelo fisioterapeuta Guilherme Tênius, do Rio de Janeiro. Fiquei muito triste com a lesão porque poderia ter sido evitada, o ginásio estava muito sujo, e já tínhamos alertado sobre isso".

Aos 29 anos, e apesar de um retrospecto de lesões, Mari descartou a aposentadoria.

"Acho que é cedo para pensar nisso, ainda tenho 29 anos. Se Deus permite que isso aconteça comigo, ele também vai permitir que fique boa de novo. A minha primeira lesão foi assustadora, foi tudo muito louco, mas agora já sei o que preciso fazer. Já conheço a rotina, sei que será dolorido, mas é o meu trabalho, eu dependo dele, e farei de tudo para estar de volta".

Mari voltou ao Brasil exatamente no momento decisivo da Superliga, a final será disputada mais uma vez entre Rio de  Janeiro e Osasco, no dia 07/04. A jogadora que já atuou nas duas  equipes, não tem time preferido.

"Não gosto de falar sobre isso, porque gosto muito dos dois. Deus sabe quem trabalhou e merece mais. Nem sempre a melhor comissão técnica ou o melhor time vence. Será um grande jogo".

Perguntada se já acertou sua volta ao Brasil, ela comentou as possibilidades.

"Eu ainda não negociei com nenhum clube, mas já expressei  minha vontade de voltar a jogar no Brasil. O vôlei de praia também é uma opção, eu adoro desafios, mas depende do que me for proposto".

A jogadora já atuou no Osasco, Pesaro (Itália), São Caetano, Rio de Janeiro e por último no Fenerbahce da Turquia. Pela seleção foi medalha de ouro, na Olimpíada de Pequim, no Pan Americano de 2011, e nos Grand Prixs de 2004, 2006, 2008 e 2009.



















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