Dez anos depois, Felipão volta à Seleção, mas encontra uma 'nova ordem' no futebol mundial

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Espanha é a nova equipe a ser batida
Espanha é a nova equipe a ser batida

Felipão ganhou o carinho do torcedor e fama no futebol mundial ao conquistar o pentacampeonato com a Seleção Brasileira em 2002. Desde então, o Brasil colecionou fracassos nos dois Mundiais seguintes: 2006 e 2010, quando chegou como favorito e foi eliminado nas quartas-de-final por França e Holanda, respectivamente. Com a perda de hegemonia da Seleção, o futebol ganhou uma nova ordem mundial, e Scolari retorna ao cargo que o consagrou em um contexto bem diferente do de dez anos atrás.

Na Copa de 2002, a Espanha já mostrava um crescimento que a levaria a conquistar duas Eurocopas e um Mundial nos anos seguintes. Casillas já era titular, assim como Puyol, e Xavi começava a despontar na Fúria, que teve uma ótima campanha na Copa, mas caiu nas quartas-de-final para a anfitriã Coreia do Sul graças a erros grotescos da arbitragem. A derrota naquela Copa e a eliminação em 2006 para a França – que, por sua vez, eliminaria o Brasil no jogo seguinte – serviram de lição, e uma Espanha mais madura – e bem mais talentosa – chegou ao Mundial de 2010 como favorita – depois de conquistar a Europa dois anos antes – e não decepcionou.

Este ano, a Fúria levou o bicampeonato europeu e chega à Copa das Confederações 2013 como ampla favorita ao título, muito mais que o Brasil. Pela primeira vez desde a Copa de 1994, a Espanha é a seleção a ser batida, e não a equipe canarinho.

Mas não foi só a ascensão da Espanha que mudou o panorama do futebol mundial nos últimos dez anos. Na final de 2002, o Brasil bateu uma Alemanha “envelhecida”. A equipe germânica estava longe de seus melhores tempos e sua classificação à decisão foi considerada uma surpresa à época. Oliver Bierhoff ainda fazia parte do elenco, apesar de na reserva, e o grande destaque era o goleiro Oliver Kahn, que “bateu roupa” no primeiro gol de Ronaldo na final. Ballack e Klose eram as únicas novidades de um time que, nos últimos anos, já promoveu duas renovações, dando espaço a jovens de talento como Özil, Khedira, Neuer, Schweinsteiger, Kross e Müller, destaques em 2010, e Götze, Schürrle e Reus, presentes nas últimas convocações.

A Copa de 2002 marcou também a decadência da seleção francesa, que ainda contava com nomes remanescentes do título de 1998, mas já fora de forma. Em 2002, os gauleses foram eliminados na primeira fase, sem uma vitória sequer e sem marcar gols, para, quatro anos depois, chegarem à final com Zidane e Ribéry de protagonistas. Em 2010, outro fracasso francês, e Blanc e, posteriormente, Deschamps assumiram como técnicos para tentar renovar uma equipe que conta com nomes de talento como Benzema, Nasri, Ménez e Giroud.

A Itália foi outra equipe que foi do céu ao inferno nos últimos anos e voltou a se recuperar. A Azzurra levou o título em 2006, mas sem brilho, e decepcionou na Copa seguinte. No entanto, comandada por Pirlo, Balotelli e Cassano, a seleção italiana alcançou a final da Euro este ano. Porém, a renovação da equipe ainda está em andamento, já que alguns jogadores já estão encerrando suas carreiras e jovens como o atacante El Shaarawy ganham cada vez mais espaço.

Entre os sul-americanos a mudança mais evidente dos últimos anos foi o retorno da seleção uruguaia ao rol dos maiores do mundo. Sem conquistar um título de destaque desde a Copa de 1950, a equipe celeste fez bonito no último Mundial, que terminou na quarta colocação, à frente de Brasil e Argentina. Na última Copa América, os uruguaios confirmaram seu favoritismo, e levaram mais um título sul-americano. Já a Argentina coleciona decepções desde a Copa de 1994, quando foi eliminada pela Romênia nas oitavas-de-final. Desde então foram três eliminações seguidas nas quartas-de-final.

Felipão retorna ao comando do Brasil novamente como “salvador da pátria”, mas vai encontrar adversários bem diferentes daqueles que enfrentou em 2002.













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