Corinthians é bicampeão mundial

Gol de Paolo Guerrero dá título ao Timão

Paolo Guerrero
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Libertadores só no videogame, Mundial de 2000 não valeu. Neste domingo, na última partida de 2012, o Corinthians cortou mais uma provocação da lista de seus rivais. Em 1 a 0 sofrido como a Fiel gosta, o Timão é bicampeão mundial de futebol em cima do Chelsea, atual vencedor da Liga dos Campeões. O herói corintiano foi o mesmo da classificação para a decisão, contra o Al Ahly, do Egito: o peruano Paolo Guerrero. Por causa dele, são-paulinos e palmeirenses terão trabalho para conseguir brincar com corintiano.

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Três defesas de Cássio garantem Timão no primeiro tempo

Para a grande final, os dois treinadores mexeram em seus times. No Corinthians, Tite promoveu a entrada de Jorge Henrique na vaga de Douglas. No Chelsea, o espanhol Rafa Benítez trocou mais peças. Entraram Moses, Ramires e Lampard para as saídas de Azpilicueta, Obi Mikel e Oscar.

Tantas alterações, contudo, não mudaram a característica das duas equipes. Cautelosos como sempre, azuis e alvinegros iniciaram o jogo de maneira estudada. Em uma partida marcada pelo equilíbrio, a descoberta de um lance de perigo era o que ia fazendo a balança pender para um lado ou outro.

Primeiro foi a equipe inglesa. Aos 10 minutos, Cahill cabeceou em cima de Paulo André e recolheu o rebote. No tiro à queima-roupa, a milagrosa intervenção de Cássio garantiu a manutenção do 0 a 0 no placar. O Chelsea dominava.

Sete minutos depois, porém, erro de passe de Hazard deixou Émerson de frente para a área. O atacante buscou jogada individual e acabou desarmado por David Luiz. No lance seguinte, Jorge Henrique puxou contra-ataque e bateu de longe para defesa tranquila de Petr Cech.

Aos 25, Paolo Guerrero passou como quis por Cahill, mas na recuperação do adversário tentou cavar pênalti, desperdiçando bom momento. Pouco depois, nova falha do quase-herói londrino. O zagueiro não conseguiu interceptar passe de Guerrero e a bola sobrou para o Sheik, que mandou por cima. O Corinthians dominava.

Sumidos no começo da partida, Juan Mata e Moses apareceram aos 32 minutos para reconduzir o Chelsea ao controle das ações. Em bela inversão do espanhol, a bola encontrou o atacante do Chelsea nas costas de Fábio Santos. No domínio imperfeito, Paulo André surgiu para cortar.

Pouco depois, a última chance corintiana na primeira etapa. Com Paulinho tímido atrás e Danilo preso na ponta-esquerda, o lance só podia surgir dos pés da dupla de ataque Sheik e Guerrero. O peruano recebeu na área, girou bonito sobre a marcação e bateu cruzado. No rebote, Emerson ainda tentou, mas, sem ângulo, chutou para fora.

Nos dez minutos finais, pressão total dos ingleses. Aos 37, Fernando Torres foi lançado e obrigou Cássio a ótima defesa. Nada comparada, porém, à ponte que viria na sequência. No bico esquerdo da área, Moses mandou colocado, no canto oposto e o camisa 1 do Timão voou para espalmar. No final, sobra de bola de Mata ainda forçou o arqueiro a mais uma pegada antes do intervalo. O Chelsea terminou dominando.

Guerrero, o heroi do título

Sem alterações para a etapa complementar, os dois times voltaram nervosos do vestiário. A pressa, comum a ambos os lados, diminuía a qualidade dos passes e aumentava o número de faltas.

Aos 8, o primeiro momento de lucidez do segundo tempo. Mata enfiou bola na medida para Hazard. De cara para o gol, somente Cássio, em grande saída, pode evitar o gol do Chelsea. Após o lance, o time da terra da Rainha passou ter o domínio da partida. Ainda nervoso, o Corinthians não conseguia chegar com perigo como havia feito na primeira etapa.

Na marca dos 15 minutos, os passes corintianos começaram a sair e jogadas foram surgindo. Três minutos depois, Guerrero soltou para Paulinho aberto no lado direito. O chute para fora, se não foi tão perigoso como alguns lances anteriores, reacendeu o bando de loucos nas arquibancadas e serviu para, à maneira dos primeiros 45 minutos, deixar a balança caída para o lado do Timão.

Trocando passes com mais calma, o Corinthians chegou ao gol aos 23 minutos. Ralf bateu prensado e a bola sobrou com Emerson no lado direito. O Sheik achou Paulinho vindo de trás. O volante cortou a marcação e passou para Danilo. Depois do chute em cima de Cech, que havia saído do gol, a bola, no alto, ficou limpa para Paolo Guerrero, de cabeça como na semifinal contra o Al Ahly, fazer 1 a 0.

Ato contínuo, Benítez mandou Oscar a campo no lugar de Moses. A mudança não surtiu o efeito desejado. Acuado, o time do Chelsea seguiu com dificuldades de armação. Com a Fiel ao seu lado, o Timão cadenciava a partida. Aos 29, cabeçada sem direção de Fernando Torres foi o melhor que os londrinos conseguiram produzir.

Em desespero, o treinador espanhol lançou Azpilicueta aos 37. Três minutos depois, o lance para praticamente garantir o título corintiano. Após rebatida, Fernando Torres pegou a sobra na frente de Cássio. Em mais uma defesa sensacional, o goleirão se atirou nos pés do Niño e evitou o empate.

Para esfriar a partida, Tite começou a mexer na equipe. Saíram Guerrero e Sheik para as entradas de Martínez e Wallace. Antes da alteração de Emerson, Cahill ainda recebeu o cartão vermelho.

Com um a menos, o Chelsea ainda chegou a colocar a bola para dentro do gol, mas Torres estava impedido no momento da cabeçada que venceu Cássio. A angústia crescia, o título parecia próximo.

Os quatro minutos de acréscimo pareciam não terminar nunca. A Fiel cantava a plenos pulmões. O Chelsea ainda lutava. Aos 49, o lançamento para Mata e a indecisão de Cássio na saída do gol ainda levaram susto aos torcedores do Timão. No chute para fora do espanhol, o árbitro turco Cuneyt Cakir trilou o apito pela última vez. E pela primeira, o “Vai, Corinthians” ecoou no estádio de Yokohama com o bicampeonato mundial debaixo dos braços do bando de loucos.

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