“Rei das Copas”, Parreira participará de seu nono Mundial em 2014

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Ex-treinador chega para trabalhar com Felipão em busca do hexa.
Ex-treinador chega para trabalhar com Felipão em busca do hexa.

Os últimos seis dias foram de mudanças na CBF. Após a queda de Mano na sexta-feira, o diretor de seleções Andrés Sanchez, voto vencido na reunião que selou o destino do treinador, pediu o boné dias depois. Nesta quarta-feira, as posições foram reocupadas por velhos conhecidos. No banco de reservas, sentará o pentacampeão Felipão. Para diretor-técnico, a CBF irá de Carlos Alberto Parreira.

Caso tenha sua contratação confirmada, Parreira poderá chegar à incrível marca de nove Copas do Mundo no currículo, feito que nem o multicampeão Zagallo nem o andarilho sérvio Bora Milutinovic, técnico em cinco Mundiais por cinco países diferentes, conseguirão superar.

Bi pelo Brasil

Técnico do Fluminense nas fases da Máquina Tricolor e do Casal 20 de Washington e Assis, Parreira alcançou destaque nacional após o tetra nos Estados Unidos, em 1994. Poucos sabem, porém, que o treinador havia participado da histórica campanha do tricampeonato no México, em 1970.

Formado em Educação Física em 1966, Parreira, ainda um ilustre desconhecido com experiência de trabalho na Seleção de Gana, integrou a equipe de preparadores físicos do professor Admildo Chirol, que deixou a Seleção canarinho a ponto de bala para enfrentar os adversários dentro de campo e a altitude de Guadalajara e da Cidade do México, cidades onde o Brasil atuou naquele Mundial.

Campeão 24 anos depois como treinador, Parreira retornou ao comando da Seleção em 2006. À frente do Quadrado Mágico composto por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano, o técnico naufragou junto com seus atletas nas quartas de final para a França, em dia que Zidane deu até balão em Ronaldo.

Três Copas com árabes

Além das três participações com o Brasil, Parreira também disputou Copas com outros quatro países. Em 1978, assumiu a Seleção do Kuwait em substituição ao mesmo Zagallo com quem havia trabalho no México. Em sua passagem, ficou marcado por ter classificado o pequeno país do Oriente Médio para sua primeira – e até hoje única – Copa do Mundo. No torneio, caiu na chave que já contava com França e Inglaterra. Foi derrotado pelos dois gigantes e conseguiu arrancar um empate em 1 a 1 com a Tchecoslováquia.

Campeão brasileiro com o Fluminense em 1984, Parreira recebeu o comando dos Emirados Árabes Unidos no ano seguinte. Demitido em 1998, passou rapidamente pela Arábia Saudita e retornou aos Emirados, onde garantiu a classificação do país para a Copa de 1990. Assim como no caso kuwaitiano, foi a primeira e única vez que a nação dos sete emires disputou um Mundial. Novamente, Parreira voltou do Mundial sem uma vitória sequer. Foram três derrotas para Colômbia, Alemanha, a futura campeã, e Iugoslávia.

Tetra em 1994, o técnico conduziu mais uma seleção árabe até a disputa da Copa seguinte, na França.  Sob a batuta de Parreira, a Arábia Saudita foi eliminada na fase de grupos após derrotas para Dinamarca e França e um empate em 2 a 2 com a África do Sul.

Primeira vitória na África do Sul

E foi a própria África do Sul que abrigou Parreira em seu último Mundial. Contratado em 2007, o treinador abandonou o trabalho no país anfitrião da Copa em abril do ano seguinte. Em seu lugar, entrou Joel Santana, que se notabilizou mais pelo inglês macarrônico apresentando nas entrevistas do que pelos resultados.

Com o Natalino demitido depois da Copa das Confederações, Parreira, que havia deixado o país devido a problemas particulares, retornou e participou de sua oitava Copa do Mundo.  Além desta honra, os Bafana-Bafana também deram ao treinador sua primeira vitória em Mundiais com outro time que não o brasileiro.

Após empatar com o México e ser goleado por 3 a 0 pelo Uruguai, os gols de Khumalo e Mphela garantiram a histórica vitória da África do Sul por 2 a 1 sobre a poderosa França. O resultado, porém, não evitou a eliminação do time verde e amarelo na primeira fase.

Para 2014, seu terceiro Mundial seguido, o verde e amarelo que Parreira envergará será o do Brasil. E para o país pentacampeão do mundo, não basta comemorar apenas uma vitória.



























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