Coronavírus: SP prevê colapso em três semanas e busca mais 1.500 leitos de UTI

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Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images
Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images

Diante do avanço da pandemia de coronavírus, o governo de São Paulo, chefiado por João Doria (PSDB), corre contra o tempo para ampliar o sistema público de saúde. O estado abriu edital para a contratação de mais 1.500 leitos de UTI da rede privada e já prevê colapso do sistema em três semanas.

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A previsão foi feita junto à abertura do edital na edição desta quarta-feira (20) do Diário Oficial paulista. "Certamente ocorrerá, em três semanas, o colapso no sistema de saúde, pois os leitos de UTI disponíveis ainda não são suficientes para enfrentar a crescente ameaça de grave e irrecuperável lesão à saúde pública do Estado."

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O governo paulista estima que cada leito custará, por dia, R$ 1.600, sendo 270 mil diárias. O edital também prevê a contratação de 3 mil leitos clínicos para permanência mínima de cinco dias, ao custo de R$ 1.500 cada, sendo, neste caso, 108 mil diárias.

Ao todo, o estado deve gastar R$ 594 milhões com a ampliação do sistema de saúde. A tática de "comprar" leitos da rede privada já é usada pela prefeitura da capital paulista, onde já foram firmadas parcerias com 13 instituições particulares por 835 leitos de UTI. No dia 13 de maio, um novo edital foi aberto solicitando mais 100 leitos.

O colapso previsto pelo governo leva em conta "estudos realizados pelo Centro de Contingência da COVID-19, que apontam para um crescimento linear da taxa de ocupação desses leitos" e "mantido o crescimento atual de ocupação, e não obstante a adoção, quando possíveis, de alternativas, como a redução do tempo de permanência dos pacientes, além da relocação de pacientes".

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