A bola parada é sempre perigosa - e também necessária

Mauro Beting
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O mundo está doente

Pensou em mudar o perfil o treinador. Conceito. O abel fez parte disso, identifcaods com base estrategista, equipe organizada, trouxesse a modernidade, o futebol jope e muito dinâmico, muito rápido. O abel estava empregado. 10 a 12 dias da contratação. Surgiu com essas premissas. Houve uma idnetifcaçao entre as partes. É o grande diferencial pros resultados.

Eu, como qualquer bípede que não teme virar jacaré, sabia que não tinha como o futebol continuar quando a bola parou em 16 de março de 2020, com apenas uma morte por Covid-19 no Brasil.

Eu fui muito contrário à pressa para voltar o futebol no Rio com jogo no Maracanã, no RJ-20, e do lado do hospital de campanha no mesmo complexo, em junho, com 1.240 mortes por dia.

Eu fui contrário também ao açodamento para que o futebol voltasse como retornou em 2020 no Brasil. E em São Paulo, no mês seguinte, com ainda mais mortes naquele período (1.283).

Mas claro que entendo as demandas e necessidades dessa atividade econômica. Como de todas as outras.

Sem exceção.

Deploro a politização em questões técnicas. Mais anda o partidarismo e personalismo em matéria sanitária.

Nada pode ser mais perigoso que o negacionismo que contamina letalmente como o vírus. Ainda mais quando inoculado pelas comorbidades acima relatadas.

Cito tudo isso só pra reiterar: tenho ainda menos opinião formada ou deformada sobre a paralisação do SP-21.

Só sei que não tem solução ideal. Vai ter gente saindo perdendo. Pessoas físicas e jurídicas. E as químicas também.

Jogar o Paulistão fora de São Paulo só parece "viável" se for na Nova Zelândia. Atividade que pode gerar internações hospitalares precisa ser muito bem pensada com UTIs além da capacidade. Do mesmo como os obrigatórios testes para toda a bolha do futebol ajudam a manter familiares e gente próxima a todos os atletas e funcionários testados com mais segurança. Com menos chances de contágio.

A princípio sou contra o estadual nesse momento. E mais ainda contra Copa do Brasil e Libertadores nessa falta de condições ideais. Ou mesmo mínimas.

Daí ter uma ideia ou uma palavra definitiva seria tão inócuo, doentio e irresponsável como muitos responsáveis nestes meses irrespiráveis. E também sem aparelhos que possam suprir essa falta do essencial e de tudo.

Eu não sei o que fazer.

Mas quem deveria ter alguma noção na nação e/ou Estado parece ter ainda menos.