Americana com doença rara: 'Sou alérgica às minhas próprias lágrimas'

A jovem é alérgica a água (Foto: Reprodução/Instagram livingwaterless)
A jovem é alérgica a água (Foto: Reprodução/Instagram livingwaterless)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alergia a água é muito rara e atinge menos de 100 pessoas no mundo

  • A jovem só pode tomar banho duas vezes por mês

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A americana Tessa Hansen-Smith, de 21 anos, sofre de uma doença muito rara que atinge menos de 100 pessoas no mundo inteiro: ela é alérgica a água. Para lidar com a condição, ela só pode tomar banho duas vezes por mês, e precisa evitar suar ou até mesmo chorar.

Sempre que entra em contato com água, Tessa tem febre, fortes dores de cabeça e erupções cutâneas. A jovem, que faz faculdade em Fresno (Califórnia, EUA), não pode praticar esportes e precisa circular pelo campus em um carro com ar condicionado, para que o suor não desencadeie uma crise.

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Até comer uma fruta ou beber um copo d’água faz a estudante se sentir desconfortável. Ela foi diagnosticada pela mãe, que é médica, aos 8 anos de idade. Quando os primeiros sintomas surgiram, os pais dela foram retirando produtos como sabonetes e xampus do seu dia a dia, acreditando que eles eram a causa da alergia.

"Quando choro por alguma coisa, cortando cebolas, tristeza ou apenas meus olhos se sentindo irritados porque já são bastante alérgicos a eles mesmos, geralmente sofro erupções cutâneas ao redor dos olhos. É difícil colocar qualquer medicamento nas erupções ao redor dos olhos, porque eles são muito sensíveis.”

Tessa tem erupções cutâneas quando sua ou chora (Foto: Reprodução/Instagram livingwaterless)
Tessa tem erupções cutâneas quando sua ou chora (Foto: Reprodução/Instagram livingwaterless)

A doença se chama urticária aquagênica. Para controlar os sintomas, Tessa precisa tomar diariamente 9 compridos de remédios anti-histamínicos. Nos raros dias em que ela toma banho, a dose aumenta ainda mais. Mesmo com todos os impedimentos, a jovem diz que não quer deixar a alergia controlar sua vida:

"Sempre fui muito determinada a ser independente e a deixar a minha cidade natal para ir a uma universidade. Eu tento o meu melhor para levar as coisas um dia de cada vez, porque alguns dias são melhores que outros", declarou Tessa, que nasceu em Labany (Oregon, EUA), ao jornal Daily Mirror

Tessa precisa circular pelo campus em um carro com ar condicionado para não suar (Foto: Reprodução/Instagram livingwaterless)
Tessa precisa circular pelo campus em um carro com ar condicionado para não suar (Foto: Reprodução/Instagram livingwaterless)
As crises da doença causam erupções cutâneas (Foto: Reprodução/Instagram livingwaterless)
As crises da doença causam erupções cutâneas (Foto: Reprodução/Instagram livingwaterless)

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