Soteldo revela que vislumbrava vestir a 10 de Pelé desde o início das negociações com o Santos

Fábio Lázaro
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Ao se tornar um dos grandes nomes do elenco do Santos, o atacante Soteldo “calou a boca” de muitos críticos que, na sua chegada, criticaram a cessão da camisa 10 do Peixe ao jogador venezuelano. Contudo, desde que iniciou a sua trajetória no Peixe, em janeiro de 2019, o atleta tem assumido a responsabilidade que é vestir o manto que imortalizou Pelé, que completa 80 anos nesta sexta-feira (23).

E o sonho de utilizar o número do Rei veio desde antes do negócio com o Alvinegro ser fechado. Em contato exclusivo com o LANCE, o “pequeno polegar”, apelido dado pela torcida santista em alusão ao tamanho do jogador, revelou que ele desejar ser o 10 santista desde quando as tratativas para que ele jogasse no clube iniciou.

– Desde que começamos as conversas com o Santos eu já vislumbrava vestir a 10. Que jogador não quer defender um clube com o Santos e vestir a camisa 10 que pertenceu ao maior jogador da história do futebol? É um sonho realizado e algo que muito me orgulha – disse Soteldo à reportagem.

– É uma responsabilidade imensa. Pelé é único, ninguém se compara a ele. Mas encaro com muita tranquilidade e trato de fazer sempre o meu melhor para que represente muito bem este número e esta camiseta tão pesada – acrescentou.

Venezuelano, Soteldo garantiu que sempre ouviu falar do maior jogador de futebol da história e lamentou não ter vivido na mesma época em que o Rei atuou, para poder acompanhá-lo.

– Quem não conhece Pelé? É uma lenda. O maior de todos. Desde pequeno quando tive meu primeiro contato com o futebol eu já sabia quem era Pelé. Foi um jogador incrível e lamento não poder ter tido a oportunidade de acompanhá-lo quando ainda atuava – afirmou o jogador.

E por pouco o Santos viu a camisa 10 ser vagada na semana do aniversário do Atleta do Século, isso porque no último fim de semana o Al-Hilal enviou uma proposta de 7 milhões de dólares pelo jogador, que recusou o acordo.

Nesta quarta-feira (23), o Conselho Deliberativo do Peixe aprovou uma nova proposta pelo jogador, vinda do Huachipato (CHI), clube no qual o atacante atuava antes de chegar ao Peixe. Ainda que as trativas, que estão avançadas, seja concretizada, o venezuelano seguiria no Alvinegro até que em uma futura janela de transferências o jogador seja negociado pelo clube chileno, que perdoaria a ausência de pagamento na contratação do camisa 10, que bania o time de Vila Belmiro de registrar novos atletas desde o dia 13 de outubro, além de saldar uma dívida de R$ 1,2 milhão que o clube brasileiro tinha com a sua referência técnica, referente a atrasos salariais e de direitos de imagem.